Movimento Cívico pela Linha do Tua – João Branco

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Na sua intervenção no debate promovido pelo Movimento Cívico da Linha do Tua no passado dia 17 de Janeiro de 2009, João Branco da Quercus refere as diferentes incoerências entre o que se tem dito e escrito sobre o projecto da barragem de Foz Tua e o que tem sido feito.

Aponta nomeadamente a questão de o próprio Estudo de Impacto Ambiental referir que “os impactos socio-económicos para a regiao são muito negativos”, e questiona a valia do facto de a barragem ter um impacto positivo a nível nacional ser tão considerado na medida em que “o distrito de Bragança é uma das regiões mais pobres de Portugal e uma das mais pobres da Europa”.

Destaca ainda a importância que uma ligação do Douro a Puebla de Sanabria poderia ter no desenvolvimento de Turismo da Natureza associado ao Parque de Montesinho e numa óptica de complementaridade da oferta turística do vale do Douro.

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .
Duração Total: 08.10

Outras Notas

  • esta era uma discussão que o governo devia ter promovido antes do projecto
  • é algo que foi feito ao arrepio de outros projectos => foi feito o plano de desenvolvimento turistico do vale do douro
  • está explicito que a linha do tua é uma peça fundamental para o desenvolvimento turistico => unidade missao douro nunca referiu este problema
  • Estudo de Impacto Ambiental – barragem do tua => não é um estudo forjado e diz as verdades, por exemplo, “os impactos socio-economicos para a regiao são muito negativos”
  • Distrito de bragança é uma das regioes mais pobres de portugal e uma das mais pobres da europa
  • Apoio de todos à construção da barrangem excepto do presidente da câmara de mirandela
  • Crise => crise provocada por este modelo de desenvolvimento baseado no betão
  • Nos ultimos 30 anos o betao aumentou muito na regiao mas o desenvolvimento nao
  • Distrito de bragança – enormes potencialidades para o destino de turismo de natureza – parque de montesinho
  • Ligação do douro a sanabria passando pelo parque de montesinho
  • Problema do douro é que não há nada para fazer
  • No EIA – vai haver impactos dentro da area patrimonio mundial – haverá estruturas a jusante do paredão que vão alterar a paisagem do patrimonio mundial.

2 Comments

  1. Vitór Monteiro
    Posted December 15, 2009 at 19:03 | Permalink

    Boa tarde!

    É impressionante esta nossa Região!
    POR FAVOR parem com esta VERGONHA!
    Sou um jovem transmontano, que há vinte anos nasci neste canto do mundo, estudo eng. mecânica na UTAD e desejava por cá continuar por muitos e longos anos!
    Desde miudo nunca assisti a nenhum investimento deste género na nossa Região e agora que temos uma obra desta natureza aparecem meia dúzia de pardais de que nunca ouvi falar a tentar parar o desenvolvimento da nossa terra!
    Vão lá proteger o raio que vos partam! Deixem-nos evoluir! A Linha do Tua? Onde estavam os projectos até agora para o funcionamento de uma linha que na maior parte dos dias não transportava ninguém? Sabem que a nossa Região está ficar praticamente deserta? Sabem que o Douro antes das barragens era uma pobreza imensa e agora o Turismo, devido ao magníficos espelhos de água, está prosperar? Sabem que antigamente também diziam que as Barragens iam destruir os vinhos do Douro? E a A24 com os seus túneis e pontes que colocaram o Douro a 45 minutos de Viseu, 1.30h de Aveiro, também foram nefastos como diziam estes ambientalistas na altura? E o Tunel do Marão e a nova Auto-estrada também vai estragar a paisagem transmontana e destruir a vida animal? Ou irá contribuir para por Bragança, Mirandela, Alijó, Murça e outras terras mais próximas do mundo e permitir ao mundo vir até nós sem o horror das viagens?
    Conseguem imaginar Lisboa sem a Ponto 25 de Abril? Ou sem a Ponte Vasco da Gama, que nos aproximou a todos do Algarve?
    Eu, tal como muitos outros jovens que nasceram aqui e desejam encontrar futuro por cá, estou cem por cento a favor das barragens!
    Estes ambientalistas do bloco de esquerda não terão mais nada que fazer?
    E a população que por cá vive e luta pelo desenvolvimento não se revolta? VAmos lutar contra estes abestruzes que não têm mais nada que fazer senão bloquear quem quer fazer alguma coisa!
    Estes tipos apenas falam contra tudo, mas não nos dão nada e daqui a uns tempos põem-se na alheta e nós cá ficaremos com a nossa linha do Tua… deserta!

    Um transmontano puro, que ama a Região.

  2. Posted December 15, 2009 at 19:47 | Permalink

    Caro Vitor Monteiro

    Não sei se já teve oportunidade de ouvir as restantes gravações deste evento, pode ouvir em http://pt.wordpress.com/tag/movimento-civico-pela-linha-do-tua/ durante esta semana vão ainda ser publicadas outras intervenções sobre este tema que poderão ajudar a construir uma opinião mais informada sobre este tema.

    Eu não sou trasmontano e limito-me a visitar ocasionalmente a região e também concordo que algumas posições passadas de alguns ambientalistas e institutos de protecção da natureza são por vezes demasiado radicais não conseguindo (ou sequer procurando) obter algum tipo de equilíbrio entre a presença humana e o impacto que ela terá sempre e a natureza.

    Dito isto, e não sendo eu um especialista, gostava de lhe pedir que questionasse um pouco aquilo que nos estão a propor, afinal se o próprio estudo de impacto ambiental refere que a sua construção tem impactos negativos na região só se justificando porque vai ter um impacto positivo a nivel nacional não será de questionar pelo menos o que podemos fazer para ter um impacto positivo também naquela que é uma das regiões mais pobres da europa?

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