Diálogos com a Ciência – A simbologia da palavra na Ciência Militar – General Loureiro dos Santos

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A segunda conferência dos Diálogos da Ciência começou com a intervenção do General Loureiro dos Santos que explorou a relação entre alguma da linguagem do teatro e a guerra. No fundo a guerra é um palco onde diferentes actores se confrontam.
Nos últimos 20 anos, para além de novos actores, também surgiram novos teatros de guerra que têm vindo a reformular a “Surpreendente Trindade” que é a guerra e são estas relações que são abordadas nesta intervenção.

Duração total: 38:44
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Também disponível em vídeo na TV.UP.

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Nesta intervenção, o General Loureiro dos Santos explorou a relação entre alguma da linguagem do teatro e a guerra como os actores, teatro (de operações) ou cena (internacional). No fundo a guerra é um palco onde diferentes actores se confrontam.

Abordou posteriormente o aparecimento de novos actores, a que chamou de Organizações Não Governamentais para a Violência, organizações terroristas normalmente desvinculadas de um território, por contraponto com o Estado e suas forças militares, mas que por vezes exercem essa violência precisamente para (re)estabelecerem esse vínculo.
Estas organizações ao longo do tempo vão criando para si algum tipo de relevância política seja através do controlo do território (por exemplo o controlo das favelas) seja do controlo económico (como o narcotráfico).

Voltando à simbologia da palavra, o General Loureiro dos Santos recuperou a “Surpreendente Trindade” que, na definição de Clausewitz, é a guerra: como jogo racional onde há uma avaliação de ganhos e perdas; com a incerteza e o acaso que a violência mesmo quando organizada sempre inclui; e finalmente com a paixão e ódio. A guerra é assim algo maioritariamente não racional.

Tal com se verificou o aparecimento de novos actores, nos últimos 20 anos vimos surgiram também novo teatros de operações a acrescentar aos tradicionais terrestre, naval e aéreo:
Ciberespaço – de grande importância na medida em que controla grande parte dos sistemas de apoio de vida da civilização actual: distribuição de energia, sistemas financeiros, sistemas de transportes;
Espaço exterior – que embora ainda não tenha sido usado para violência organizada é mesmo assim de grande importância no papel que desempenha no apoio às operações nos espaços tradicionais, nomeadamente através das imagem por satélite ou GPS.
Espaço Mediático – que no fim consegue não só transmitir a realidade (mais ou menos filtrada) mas também criar percepções.

Finalmente, temos o papel da plateia. Embora no teatro mais convencional a papel da plateia seja restrito, na guerra moderna as plateias têm um grande peso. A opinião publica influencia a liderança politica no sentido de actuar na guerra num sentido ou noutro. Daí a importância também de dominar as autoestradas da informação. Nos dias de hoje quem as dominar, domina a guerra.

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