Diálogos com a Ciência – A simbologia da palavra na Ciência Militar – Rodrigues do Carmo

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Rodrigues do Carmo foi o segundo interveniente desta sessão dos Diálogos com a Ciência dedicada à simbologia à simbologia da palavra na Ciência Militar.
A sua intervenção centrou-se na ideia de palavra como meio de controlo e modelação da realidade. Neste contexto passamos pela Novilingua de Orwell até ao politicamente correcto da actualidade.

Duração total: 25:28
Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .
Também disponível em vídeo na TV.UP.

Ver Programa Completo das Conferências Diálogo com a Ciência.

No inicio da sua intervenção, Rodrigues do Carmo, apontou para o aparente preconceito que há nas universidades em se estudar e discutir a guerra, quando por um lado ela é, segundo alguns, o maior desafio a uma espécie que não tem predadores naturais, e por outro, considerando tudo o que ela envolve, é propulsionadora de muitos objectos e conceitos que nos rodeiam, como a internet, os sistemas de informação geográfica, investigação operacional, gps, logistica, staff, …

O principal conceito que ficou da sua intervenção foi a ideia de palavra como meio de controlo e modelação da realidade.
Na medida em que é através das palavras que expressamos ideias e referimos conceitos torna-se evidente o poder da palavra.
Um bom exemplo disto é o livro de George Orwell 1984 com a sua novilingua que suprimia palavras que pudessem representar conceitos considerados perigosos.

Mas na verdade isto não aconteceu só no domínio da ficção. Como relembrou Rodrigues do Carmo, a apropriação das palavras para elas passarem a significar outra coisa foi uma prática relativamente corrente do período da guerra fria, veja-se por exemplo o caso da República Democrática Alemã, ou nos dias de hoje da República Democrática Popular da Coreia (vulgo Coreia do Norte).

Mesmo a linguagem politicamente correcta não são mais do que eufemismos com a finalidade de marginalizar certas palavras, ideias e comportamentos geralmente considerados incorrectos, e não deixa ela própria de ser um condicionamento.

Este controlo da linguagem é mais comum nos regimes totalitário e nos exércitos sendo neste último caso justificado pela necessidade de os exércitos como organizações que coagem e, quando em guerra, ele próprio uma organização totalitária, necessitarem de uniformização de procedimentos e linguagens que promovem a sua coesão pois só assim as organizações militares podem combater com eficácia.

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