Conversa com Alexandre Gamela – Jornalismo Digital – parte 1

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O tema que acompanhou as duas partes desta entrevista com Alexandre Gamela foi o jornalismo digital, nomeadamente o seu contexto e os desafios que apresenta.

Nesta primeira parte falamos do glamour do jornalismo, da gestão de comunidades virtuais e da realidade portuguesa do jornalismo digital.

Duração total – 38:13
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A propósito de algum glamour que o mundo do jornalismo ainda transmite, Alexandre Gamela refere que “normalmente as pessoas interessam-se pelo jornalismo por causa das grandes reportagens das grandes historias mas são muito poucos os que conseguem fazer isso”, acrescenta aliás que ou o jornalista se consegue especializar ou o seu trabalho de simples acompanhamento da agenda diária passa a ser bastante monótono e repetitivo.

Falando do projecto Hashbrum que desenvolveu em conjunto com outras pessoas em Birmingham, destacou que para conseguir descobrir as notícias é preciso não só uma boa rede de contactos mas também olhar directamente para a comunidade em que se está inserido referindo que “nós só sabemos o que se passa no mundo em que vivemos ao andar na rua e olharmos para as pessoas que vivem nele e falar com elas directamente“.

Num paralelismo entre o que se passa noutros países e a realidade portuguesa, e sobre se há massa critica em Portugal para projectos hiperlocais, Alexandre Gamela nota que mesmo a nivel da realidade quotidiana não virtual não há grande espírito comunitário daí que seja previsivelmente mais dificil conseguir replicar online aquilo que quase não existe no real.

De qualquer forma a relativa facilidade com que se consegue aproveitar ferramentas, normalmente grátis, de gestão de conteúdos online pode permitir o aparecimento de projectos interessantes principalmente se forem acompanhados de uma gestão activa dessas comunidades.

Quanto à realidade portuguesa, considera ainda que “não existe um mercado alvo suficientemente forte para se conseguir investir em alguns projectos” para além de, se tivermos em conta os números de vendas de jornais em Portugal, também parecer não existir grande interesse por parte do grande público.

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