Representantes do Porto – João Paulo Meireles (PSD)

Na segunda entrevista que fizemos com Amanda Ribeiro do JPN falamos com João Paulo Meireles da JSD/Porto sobre a relação dos jovens com a política, a habitação e a acção social no Porto.

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast.
Duração total: 1:13:16

Podem também ler no JPN:
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João Paulo Meireles: “As pessoas do Norte têm sido bastante castigadas”
João Paulo Meireles: “Há jornais que são avessos à Câmara do Porto”


A propósito da relação dos jovens com a política João Paulo Meireles é da opinião que existe algum afastamento das pessoas em relação à politica, jovens e não só. Essas pessoas “estão todas muito desiludadas com a forma como a coisa publica é gerida”.
De qualquer forma considera que “os jovens não estão desmobilizados para a intervenção cívica” considerando que talvez haja alguma dificuldade de integração dos jovens em “estruturas herméticas que têm funcionamentos complicados de se entender e eventaulmente algumas dificuldade em passar a mensagem.”

Em relação a uma medida concreta de abertura de orgãos políticos à sociedade, nomedamente a transmissão do video das sessões da Assembleia Municipal do Porto considera que “ainda não estão criadas as condições para que essa medida pudesse ir avante”, até porque “a mentalidade do cidadão comum pode ainda nao estar ao ponto de essa medida ter mais vantagens que desvantagens
Ainda sobre a sua participação na A.M. considera que se “aprende-se bastante. O facto de existirem pessoas que têm uma forma diferente de entender como deve ser a gestão da cidade, enriquece-nos. No entanto muitas vezes também ficamos um pouco desmotivados por ver que o próprio jogo de bastidores partidário se sobrepõe aos interesses da cidade.”

Sobre a dificuldade dos jovens em encontrar habitações a preços comportáveis no Porto, João Paulo Meireles considera que “os jovens até no sentido de impulsionarem a cidade e conferirem outra dinâmica deveriam ter um papel especial dentro da habitação municipal” considerando que poderia ser uma possibilidade o estabelecimento de uma quota para jovens no acesso a essa habitação.
De qualquer forma destaca que “a câmara tem, no que diz respeito à habitação, uma função mais dirigida para a acção social (…) a habitação é uma política estadual (…) não é a câmara que tem que se substituir ao governo” e relembra o projecto porta 65: “foi uma ferramenta completamente desajustada (…) [que] conseguiu excluir uma grande parte dos jovens” desse apoio.
Aponta ainda a dificuldade da Câmara e da SRU em disponibilizarem oferta a preços mais interessantes. A esse propósito refere “há de facto muitos imóveis devolutos na baixa, mas muitos são de privados o que levanta grandes problemas a nivel jurídico (…) aqueles que são da cãmara (…) têm vindo a ser recuperados mas por se tratarem de casas enormes com pés direitos muito altos que estão abandonadas à algum tempo torna-se uma recuperação cara, e tem-se recorrido a materiais nobres [para essa recuperação] o que leva a que o valor do edificado recuperado não seja um valor muito apetecível para os mais jovens. (…) estará se calhar na altura de ponderar a forma como a reabilitação está a ser feita para captar outros segmentos de mercado

Sobre o diagnóstico social que serviu de argumento de critica por parte da oposição na Câmara, João Paulo Meireles relembrou a propósito da redução do número de habitantes na cidade que esta é uma tendência que se observa de 1981 não podendo por isso ser assacada ao executivo actual.
Também referiu que muitas das carências apontadas no diagnóstico são em áreas em que a câmara não tem competências, nomeadamente a prestação de cuidados de saúde, grande parte a área da educação e também o desemprego.
Considera por isso injusta a critica de que o executivo pouco ou nada tem feito nessa área e relembra que “nestas iniciativas termos um retorno visivel é muito complicado, primeiro porque teremos sempre capacidade de intervir só num numero reduzido de situações, por outro lado algumas destas medidas demoram algum tempo a causar impacto
Falamos ainda do projecto Porto Feliz, que considerava um projecto caro mas com resultados e em que “o que interessou ao idt foi que não fosse desenvolvido pela cmp por questões de política mesquinha”

Numa perspectiva mais nacional e a propósito do TGV, joão Paulo Meireles considera que “o tgv é importante. se calhar daqui a 30, 20 ou mesmo dez anos ainda mais importante e mais a sua necessidade se fará sentir. A questão é saber se neste momento é absolutamente essencial e prioritario… se calhar não é… mas não é prioritario a ligação Porto-Vigo nem a Poceirão-Caia…”
Também deixou a indicação de que a JSD/Porto será favorável a um processo de regionalização nomeadamente porque “através da regionalização [haverá] uma responsabilidade directa entre eleitos e eleitores (…). Se calhar hoje em dia o nosso dia-a-dia é tão condicionado pela actividade do executivo como é, se calhar até mais, influenciado pela ars, pela dren, todos esses organismos publicos que são dirigidos por pessoas que nós não conhecemos, que se nós estivermos descontentes não temos nenhuma forma de os fazer ver o nosso descontentamento. O voto aí era uma ferramenta muito util.”

4 Trackbacks

  1. By Um boy com futuro « BLASFÉMIAS on September 2, 2010 at 14:43

    […] comum pode ainda não estar ao ponto de essa medida ter mais vantagens que desvantagens”.(no portoemconversa via […]

  2. […] Representantes do Porto – João Paulo Meireles (PSD) […]

  3. By Vera Rodrigues n´”O Porto em conversa” | Correio do Porto on December 15, 2010 at 22:38

    […] das entrevistas a Tiago Barbosa Ribeiro (PS) e João Paulo Meireles (PSD) a terceira convidada deste ciclo de entrevistas ao lideres de juventudes partidárias do Porto foi […]

  4. […] das juventudes partidárias do Porto. Os primeiros convidados foram Tiago Barbosa Ribeiro da JS e João Paulo Meireles da JSD. Falamos não só sobre temas mais relacionados com a juventude mas também, e aproveitando […]

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