Internet School on Digital Transformation 2010 – parte 1

A propósito da Internet School of Digital Transformation, ISDT10, que se realizou no Porto de 25 a 30 de JUlho falei com Tiago Assis e Ademar Aguiar para perceber em que consiste este projecto. Nesta primeira parte falamos sobre o que foram os primeiros dois dias.

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast.
Duração Total: 30:57

Este evento que é organizado no âmbito do protocolo entre Portugal e a Universidade de Austin tem como tónica central a ideia de que a tecnologia digital está a transformar o mundo. Nele foram debatidas as transformações digitais na sociedade nomeadamente ao nivel da participação cívica como o envolvimento da socieade civil na web ou as questões políticas da web.

Tiago Assis começa por referir o formato interessante destas conferências, que começam às 9 da manhã com uma sessão, têm um grande intervalo até à 5 da tarde, altura em que se realizam as outras duas apresentações do dia.
O objectivo é criar uma relação mais próxima entre os participantes e proporcionar tempo para uma discussão de forma informal dos temas da conferencia.

A primeira apresentação foi de Leslie Regan Shade, que falou sobre o panorama do info-activismo no Canadá, questões que se levantam sobre a nossa informação na web, as ideias (e projectos) de e-participation, e-consultation.
A este propósito e comparando com a realidade portuguesa, ficou a ideia de que ainda há muito para fazer em Portugal mas também que provavelmente essa participção digital quase não existe porque também quase não existe essa cultura de participação através dos meios tradicionais.

A sessão seguinte foi de Tanya Notley que falou do projecto que desenvolveu no Tactical Technology Collective, chamado 10 tactics e que consistem em tácticas para transformação informação em acção.

Depois foi a vez de Marlon Parker fazer a sua apresentação, a julgar pelos comentários quer de Tiago Assis quer de Ademar Aguiar terá sido talvez a apresentação mais marcante dos diferentes dias.
Marlon Parker falou do trabalho que desenvolveu numa comunidade problemática na África do Sul, em que através da utilização de ferramentas digitais se conseguiram criar novas competências na comunidade. Este é um projecto que pretende fortalecer a comunidade e que foi desenvolvido numa abordagem de baixo para cima começando por perceber o que é que a comunidade já tem e o que precisa.

Esta questão da utilização da tecnologia, e de perceber como vamos conseguir passar do paradigma muito centrado na tecnologia para a ideia de usar a tecnologia para construir coisas para as pessoas, com as pessoas e pelas pessoas foi mais aprofundado por Fiorella De Cindio. Na sua opinião uma das primeiras ideias é deixar de usar o termo utilizador e passar a usar simplesmente humanos! (ver apresentação)

Antes Michael Curstein tinha falado sobre os novos modelos sociais e deixou a questão sobre se a sociedade se está mesmo a transportar para a internet ou está na verdade a haver uma ascenção do individualismo, do networked individualism.

Finalmente Ming-Chun Lee numa apresentação muito ligada ao urbano, deixou exemplos de seattle e referiu que o que estamos a fazer actualmente é a ligar tudo, a criar conexões entre o real e o digital.

Ler também reportagem no JPN: Escola de verão debate papel do digital na mudança da sociedade

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