Pedro Alarcão – Veranda e o Lobo Iberico

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Na sua apresentação no IV Encontro Convergir, que se realizou na Trofa, em 29 de Maio de 2010, o Pedro Alarcão apresentou a Veranda – Associação para a Conservação e Divulgação do Patrimonio de Montanha e os projectos que têm desenvolvido, ligados principalment e à protecção do lobo ibérico.

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Duração Total: 43:21

A Veranda é uma associação criada em 2006 e que na opinião de Pedro Alarcão pode ser um bom exemplo de uma boa colaboração entre o tecido industrial e os conservacionistas.
É uma associação com poucos associados mas que congrega associados ligados ao mundo da conservação e 2 empresas relacionadas com os parques eólicos, nomeadamente a Ventominho e foi criada porque sentiram a “necessidade de ter um instrumento legal que permitisse implementar projectos no terreno” (zona da Serra da Peneda).

Considerando que parte do suporte financeiro da Veranda veio no seguimento de uma parceria com a Ventominho, Pedro Alarcão explica que os eventuais problemas que poderiam surgir na relação indústria / ambiente foram mitigados através do convite a diferentes especialistas para integrarem os conselhos científicos da associação de forma a “assegurar que o financiamento é aplicado em projectos com consistência ambiental”.

O primeiro projecto que apresentou teve a ver com o acompanhamento da implementação do Parque Eólico do Alto Minho, o maior parque eólico da Europa e que ia ser instalado numa zona de criação do lobo com pelo menos 50 anos.
Não conseguindo evitar a construção do parque tentaram identificar os problemas imediatos que esse grupo ia ter e perceber até que ponto o impacto da construção do parque eólico ia ser devastador ou não para o lobo.
O projecto consistiu então na monitorização de todo o habitat que estava dentro da construção através de telemetria e análise genética, de forma a tentar perceber em tempo real se era necessário fazer algum alteração ao projecto.
Os resultados desse acompanhamento (embora ainda não tenha sido divulgado o relatório final) parecem apontar para que apesar de o lobo ter abandonado a zona de criação durante a fase de construção possa estar agora de volta a essa zona.

Um segundo projecto tem a ver com a Reflorestação de bosquetes autóctones e, tal como referem no seu site, “tem como objectivo intervir em terrenos baldios das Freguesias abrangidas, estabelecendo como meta a florestação de uma área de cerca de 10 hectares/ano, em especial ao longo das linhas de água.”

Outro projecto que Pedro Alarcão referiu foi a Implementação de “vezeiras” com cercados eléctricos. As vezeiras eram uma tradição de ir “rodando” o pastoreio de todo o gado de uma comunidade pelas diferentes pessoas dessa comunidade de forma a evitar que o gado estivesse sozinho e dessa forma se tornasse um alvo mais interessante para o lobo.
Na medida em que hoje em dia é dificil encontrar pessoas para fazerem o pastoreio, a Veranda criou um sistema que permite que pelo menos durante a noite o gado fique todo reunido num cercado eléctrico, o que reduz bastante a probabilidade de serem atacados por lobos.

Referiu ainda o projecto de criação de uma Equipa Cinotécnica de Ambiente para monitorizar e detectar a utilização ilegal de substâncias tóxicas em espaços naturais e que é feita treinando os cães para procurar quer os animais “biomarcadores” (porque são os que normalmente chegam primeiro ao veneno), depois os iscos propriamente ditos, e também detectar a propria estricnina ou outra susbtância tóxica.

Finalmente referiu o projecto de Criação de áreas de não caça, na medida em que na zona da Serra da Peneda, Soajo e Laboreiro todas as zonas de caça são associativas e por isso têm que aplicar o regime das zonas de Caça Municipais que têm que manter 10% da área total de caça em que não é permitido caçar.

A Plataforma Convergir é uma Plataforma inter-associativa de ONGs do Porto e Noroeste com actividades nos seguintes domínios:

  • defesa do ambiente e do património natural
  • defesa do património histórico, artístico e urbanístico
  • ordenamento do território
  • sustentabilidade, incluindo a gestão sustentável dos recursos e a justiça ambiental
  • melhoria da qualidade da relação entre, por um lado, as instâncias políticas e administrativas, e, por outro lado, a participação pública
  • acompanhamento crítico da elaboração e execução dos instrumentos de planeamento oficiais nos domínios referidos.

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