Conversa com a Arquitecta Adriana Floret

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Neste programa do Porto em Conversa falei com Adriana Floret sobre a reabilitação urbana no Porto, as diferenças entre reabilitação e construção nova, as Casas de António Carneiro e a segunda edição das Jornadas de Arquitectura Sustentável.

Duração Total: 35:00
Podem descarregar o programa directamente ou subscresver o podcast.


Começamos por falar um pouco do estado da reabilitação no Porto e a dinâmica que a SRU veio introduzir, e que tem pelo menos o mérito de se falar cada vez mais de reabilitação.
No entanto a reabilitação não é para apressados até porque, como referiu Adriana Floret, para além da reabilitação física dos edifícios e do espaço público, esta reabilitação deve ser “uma reabilitação quase social e económica”.

A propósito da estratégia da SRU de apostar na unidade quarteirões como unidade mínima de reabilitação, Adriana Floret referiu que embora compreenda alguma da argumentação que justifica esta facto, “a aposta nos quarteirões não faz sentido se o plano elaborado não tiver em conta os quarteirões que os circundam”.

Também a questão do agrupamento de edifícios que esta estratégia normalmente obriga é vista com potencialmente criticável na medida em que “os edifícios do Porto são edifícios que têm características muito próprias (…) que com o agrupamento de vários edifícios se perdem, um edifício não tem qualidade arquitectónica só pela fachada mas pelo todo”.

Falamos depois das diferenças entre reabilitação e construção nova, quer ao nível das diferenças no processo quer no que diz respeito a características inerentes à reabilitação como por exemplo o facto de “nem sempre em reabilitação se consegue atingir o mesmo nível de conforto que a construção nova”.

Abordamos depois a questão das competências necessárias para o desenvolvimento destes projectos de reabilitação. Na opinião de Adriana Floret para além de dominar algum conjunto de especificidades é também importante gostar e ter sensibilidade para esse tipo de projecto.
Um projecto que conjuga quer competências mais avançadas, por vezes resultado de interacção com faculdades, quer competências mais tradicionais por exemplo de carpintaria ou trabalho de ferragens.

Finalmente, e porque Adriana Floret é uma das responsáveis pela organização das Jornadas de Arquitectura Sustentável do Núcleo do Porto da Quercus, falamos da motivação para a criação deste evento e da evolução que sentiu nesta área desde a primeira edição em 2008 para a edição deste ano.

De referir que as próximas sessões desta 2ª edição das Jornadas de Arquitectura Sustentável se vão realizar nos próximos dias 23 de Outubro e 27 de Novembro abordando os temas “materiais e tecnologias sustentáveis” e “cidades sustentáveis” respectivamente.

One Comment

  1. Ernesto Martins
    Posted October 11, 2010 at 10:01 | Permalink

    Cara Adriana Floret.

    Não consegui ter acesso aos PDFs das apresentações das Jornadas de Arquitectura Sustentável do dia 18 de Setembro.

    Pedem uma senha para se poder ter acesso.
    Parece-me que esta informação deve ser acessivel ao maior número de pessoas possivel para divilgar a causa. é um assunto que diz respeito a todos pelo que agradeço que estas apresentações sejam disponobilizadas a todos aqueles que por motívos vários não puderam ter o privilégio de assistir aquela nem às previstas para os dias 23 e 27 de Outubro.
    Bem haja e Felicidades para o evento.
    Ernesto Martins
    contacto: emartins@inatel.pt

One Trackback

  1. […] agora que afinal este foi o mês dos arquitectos já que também inclui a minha entrevista à arquitecta Adriana Floret onde falamos sobre a reabilitação urbana no Porto, as diferenças entre reabilitação e […]

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