Ilhas e Bairros do Porto – Maria Tavares

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Apresentação da Arquitecta Maria Tavares sobre as experiências das Caixas de Previdência no domínio da habitação económica durante o terceiro quartel do sec. XX

Este apresentação foi feita no âmbito do Colóquio Científico Internacional realizado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 19 e 20 de Julho de 2010, de Apresentação de Resultados do Projecto PTDC/SDE/69996/2006 Ilhas, bairros sociais e classes laboriosas: um retrato comparado da génese e estruturação das intervenções habitacionais do Estado na cidade do Porto e das suas consequências sociais (1956-2006), financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast.
Duração total: 21:14

Maria Tavares apresenta a forma como estes organismo semi-publicos, e por isso libertos de constrangimentos politicos que o regime ditatorial impunha, se dedicaram ao longo de 25 anos ao financiamento e promoção de projectos e construção de casa de rendas economicas.
Refere ainda o projecto do bairro de Ramalde e como foi implementado.

(texto retirado do site da Ordem dos Arquitectos. link inicial já não está disponivel)

A fundação das habitações sociais, após a Segunda Guerra Mundial, coincide no tempo com a organização do Primeiro Congresso Nacional de Arquitectura (Maio e Junho de 1948) marcado pela reivindicação dos «princípios do Movimento Moderno e da Carta de Atenas como condição necessária para a solução de carências habitacionais».

De acordo com Maria Tavares, a «habitação colectiva recupera uma nova dignidade» e as respostas das reflexões feitas na altura «seguem, por um lado, uma visão internacionalista assente nos princípios da Carta de Atenas e, por outro, uma preocupação de ordem cultural, procurando o estabelecimento de pontes com a ‘casa popular’ e uma arquitectura mais vernácula».

Importante lastro dessa preocupação cultural é a realização do «Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa», em que participam cerca de 200 arquitectos entre 1956 e 61, que permite uma ampla pesquisa dos valores arquitectónicos e a «reinterpretação dos conceitos modernos».

«Local de ensaio para novas formas de habitar, as casas económicas, através do estudo de tipologias funcionais inovadoras» obtêm o empenho da nova geração de arquitectos.

O programa das Casas de Renda Económica, criado em 1945 e que é um dos «dois momentos essenciais de intervenção neste domínio» das habitações económicas, juntamente com as Casas Construídas através de Empréstimo, é uma resposta às graves faltas habitacionais que se fazem então sentir.

Os chamados agrupamentos de Casas de Renda Económica «são realizados através de encomendas directas a arquitectos que exercem profissão liberal (…). Nuno Teotónio Pereira, figura de destaque das habitações económicas, orienta o que seria o principal promotor público de habitação social a partir dos anos 50.

«O Bairro de Alvalade é a ‘rampa de lançamento’ das habitações económicas, com a construção inicial de duas das oito células constituintes do plano de Faria da Costa. É a primeira realização feita com capitais da previdência na habitação».

Citações retiradas do artigo de Maria Tavares «Um percurso na habitação em Portugal» [mais]

Maria Tavares, arquitecta e mestre em arquitectura da habitação, é professora na cadeira de projecto III, do quinto ano de licenciatura em arquitectura, na Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão.

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