Ilhas e Bairros do Porto – Idalina Machado

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Apresentação de Idalina Machado sobre a génese do Bairro da Bouça.

Este apresentação foi feita no âmbito do Colóquio Científico Internacional realizado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 19 e 20 de Julho de 2010, de Apresentação de Resultados do Projecto PTDC/SDE/69996/2006 Ilhas, bairros sociais e classes laboriosas: um retrato comparado da génese e estruturação das intervenções habitacionais do Estado na cidade do Porto e das suas consequências sociais (1956-2006), financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast.
Duração total: 32:23

Na sua apresentaçao, Idalina Machado começa por enquadrar a construção do Bairro da Bouça (1ª fase) com o ambiente pós 25 de abril e o processo SAAL que decorreu de 74 a 76

Um dos grandes objectivos, e contraditório com o que se fazia na altura, do SAAL era manter as populações nos locais onde já viviam. Isto seria feito com o suporte de um corpo técnico especializado que iria apoiar as populações na implementação de soluções habitacionais.

No caso do Porto, o SAAL veio “complementar” alguns movimentos ligados ao bairros camarário onde já havia algum deste espírito.

Este período pós-25 de Abril foi um período marcado pela ocupação de casas, algo amplamente retratado nos jornais da altura e justificado pela ideia de que não poderia haver casas desocupadas enquanto houvesse pessoas sem casa.
Este processo de ocupações era algo relativamente organizado e estruturado sendo resultado de reuniões onde elas eram decididas.

Na zona do bairro da bouça este tipo de acções começa com a ocupação de um edificio que pertencia ao ministério da justiça, que estava desabitado, também porque ainda não tinha sido concluido.
Durante o SAAL foi projectada a construção de 128 habitações mas a 2ª e última fase só ficou concluida quase 30 anos depois da primeira com a conclusão das ultimas 66 habitações.

Foi referido ainda que nesta última fase, e tendo em conta a opção do promotor pela venda dos imóveis, das mais de cem inscrições iniciais de pessoas que estavam ligadas à zona da bouça, somente 12 é que efectivamente concluiram o processo.

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