Inner City – Teresa Lago

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Nesta apresentação enquadrada no evento Inner City, realizado em 17-abril-2009, Teresa Lago, Astrofisica, fundadora do Centro de Astrofisica da Universidade do Porto e responsável da capital europeia da cultura de 2001, revê toda a Experiência da Porto 2001, desde a sua criação até à cessação de actividades apresentando a sua visão critica que inclui, o que considera que correu bem nomeadamente a autonomia e duração contida do projecto e o que se pode aprender do que correu menos bem, como o irrealismo nas definições dos objectivos iniciais;

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Duração total – 28:14

Algumas notas:

Experiência da Porto 2001

  • – factos:
  • orçamento 3 anos 1999/2000/2001/jun 2002
  • inicio 183,5M€ e foi aumentado em 23% para 226M€
  • orçamento executado com um défice de 4%
  • dificuldades com atrasos de transferências, pagamento iva com o mecenato que não estava previsto
  • * 1/3 construção, reabilitação infraestruturas culturais
  • casa da musica 55M€; mnsr 9%; teca 6,9ME; CPF 4M€; sbento vitória 2.6M€; casa da animação 1.6M€; 50% BMAG 4M€; partes do coliseu 1,5M€
  • * >13% programação cultural, quase 30M€
  • 2000 eventos >1M espectadores
  • * renovação espaço público
  • houve intervenção sobre uma área de 126km2
  • intervenções em 35 ruas e praças
  • * revitalização económica da baixa => apesar de muitos esforços essa componente foi inquinada por politiquisse
  • – opinião pessoal / subjectiva
  • em que outros 30 meses houve no porto uma tal revolução?
  • quando é que o porto teve outro investimento com esta dimensão?
  • 226M€ => 2,4% orçamento camarário; >6% mecenato directo => giving back
  • quando voltará o porto a sentir um tal envolvimento e mobilização. ou a ser notícia e ter a visibilidade que teve durante a porto 2001
  • cerca 21 mil artigos jornais, >3mil tv, web 11.3M hits
  • o que não estava feito em 30-jun 2002: casa da musica, teca, funicular guindais
  • – visão crítica
  • o que correu bem: ambição projecto; pôs os arquitectos a pensar a cidade; renovação equipamentos culturais; renovação ruas / espaços públicos com foco na perspectiva dos utilizadores; abertura à discussão pública regular dessas intervenções; qualidade e empenhamento de equipa relativamente pequena; mobilização do público; visibilidade acrescida que a cidade teve; afirmação do porto como uma cidade europeia; o que se coonseguir concretizar num tempo curto – 42 meses entre decreto lei inicial e data encerramento.
  • a repetir: pretexo – criação da oportunidade; modelo projecto: autonomia e duração contida; estrutura e tipo de governo da soc.2001 – construida para ser um complemento e estar em consonancia com a camara, mas com autonomia suficiente para ser independente de questões eleitorais; autoridade / autonomia / responsabilidade; foco na cidade como local apetecivel para viver nas suas diferentes utilizações / facetas / utilizações
  • experiências criticas
  • – irrealismo nas definições dos objectivos iniciais; insegurança e indeterminação dos financiamentos; atrasos nas transferências financeiras porque envenenam e condicionam a execução; desadequação entre prazos e objectivos; politização de um projecto
  • recomendações
  • – criar novos pretextos para intervenções de fundo bem pensados com timings bem definidos

Inner City – João Teixeira Lopes

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Nesta apresentação enquadrada no evento Inner City, realizado em 17-abril-2009, João Teixeira Lopes, sociólogo, docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, percorre as diferentes gerações de pensamento do urbanismo e como ele se refletiu na cidade do Porto frisando ser necessário fazer do Porto um lugar do mundo mas em que todos estão nesse mundo.

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Duração total – 16:10

Algumas Notas:

  • pouco contacto entre faculdades
  • sociabilidades urbanas
  • – portas – fecham
  • – pontes – unem
  • 3 gerações urbanismo
  • 1º racionalimo – boulevards para evitar as barricadas das classes perigosas
  • toda a cidade seria o espaço público – brasilia
  • fez-se tabua rasua de muita memória / identidade
  • urbano cada vez mais um sistema de redes
  • não podemos viver numa sociedade arquipélago
  • é possivel haver mais do que as ilhas / shopping
  • 2º contextualismo – reinventar a tradição. ex: adro sé
  • tradição inventada
  • 3º marketing urbano
  • desaparece quem não tem relevância estratégica
  • não se fala dos que ficam fora da cidade
  • patriotismo de cidade – tentar chamar as pessoas para uma identidade que deve ser contruida pela diferença e não pelo fechamento
  • planeamento estratégico => gentrificação => sru
  • algum captial quer conquistar certas partes da cidade
  • a cidade empresa deve ter a locomotiva cultural à frente
  • necessidade de teatro municipal
  • la feria poderia estar na cidade. faz sentido mas não ali
  • serviços educativos => trabalho na comunidade
  • presidencialismo municipal – excessiva concentração de poderes numa pessoa
  • porto pode ter serviços qualificados geradores de inclusão
  • clsuter multimedia
  • plataformas digitais mas incluindo população
  • politecnico, universidade católica, media park
  • sobre a cinemateca no porto
  • cultura parece inutil
  • fazer do porto um lugar do mundo mas em que todos estão nesse mundo
  • dualização social é prioridade
  • não há rede sem amarração, não há rede sem nó

Inner City – Francisco Barata

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Nesta apresentação enquadrada no evento inner city, realizado em 17-abril-2009, Francisco Barata, arquitecto, presidente do conselho directivo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, refere que a associação metropolitana do porto ainda não passa de um slogan, que falta ao porto criar relações com as cidades adjacentes e alerta ainda para o risco que é passar directamente do discurso teórico que tem como referência cidades como méxico ou nova iorque para a realidade do Porto.

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Duração total –  17:28

Algumas notas:

  • por um território urbano… contra quem?
  • amp vs porto
  • compete à cidade do porto estruturar-se
  • discurso dos novos desafios e como os implementar
  • amp ainda não passou do slogan
  • ainda diferença porto / gaia / matosinhos
  • visão mais abrangente só mesmo no discurso e teses académicas
  • se não tivermos um espaço urbano hierarquizado, organizado não temos condições para defender um sistema / malha
  • falta ao porto criar relações com cidades adjacentes
  • porto devia lutar pela ligação que não foi feita no sec. xx que é uma ponte à cota baixa no enfiamento da rua d. pedro v para fechar circuito entre as duas marginais
  • o que é mais forte é a relação porto / lisboa
  • falta política reabilitação areas periféricos / bairros camarários
  • potencialidade de criar malha urbana de “ponte” com a periferia
  • novo centro do porto – boavista?
  • não confundir uma recta com uma centralidade
  • necessário alargar visão aleixo / j. diniz
  • não passar de discurso teórico que tem como referencia cidades como méxico, nova iorque, bogotá, tóquio, e trazê-los para o porto => 300.000 – 3.000.000 no mínimo
  • não há dinheiro? “sec xix fizeram-se 2 pontes com uma diferença de dez anos, depois de uma guerra civil, agora com a ue a descarregar paletes de euros em portugal, não temos dinheiro…”

Inner City – Elisa Ferreira

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Nesta apresentação enquadrada no evento Inner City, realizado em 17-abril-2009, Elisa Ferreira, economista, docente da Faculdade de Economia do Porto e eurodeputada expõe o que acha que é a cidade, como os factores que actualmente geram riqueza se desmaterializaram, e como a cidade do Porto pode ultrapassar esses desafios através da sua marca.

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Duração total – 19:03

Alguns destaques:

  • falar do que acha que é a cidade
  • não está contente com o estado em que a cidade está
  • cidade tem um papel mais importante do que tem actualmente
  • mundo das cidades mais do que países / regiões
  • tempo / espaço reduziu
  • é necessário encontrar os nós, os pontos que fazem a amarração de tudo isto que está a acontecer
  • factores que fazem riqueza desmaterializaram-se
  • indústrias criativas => cliché?
  • necessidade de ouvir o que os cidadãos querem dizer
  • não há grandes iluminados, muito menos na política
  • há grande capacidade de gerar energia e é importante apanhar esses contributos
  • é importante que sejam as forças vivas da cidade a redinamizar a cidade
  • cidade actual está fechada sobre si própria
  • tem que ser espaço que estrutura a diferença
  • há incapacidade em nos ouvirmos uns aos outros
  • necessidade de cidade dinâmica
  • cidades têm que funcionar em rede
  • tem que saber aquilo que tem para se relançar
  • porto tem marcas
  • porto tem imagem colectiva
  • actualmente estamos fora do tempo, estamos fechados
  • vinho do porto, futebol, escola arquitectura, saúde
  • vários vectores que se podem articular
  • problemas de esquizofrenia da cidade
  • cidade deixou-se desagregar
  • condomínios fechados => espaços exclusão social
  • a cidade tem que ser feita de diferenças
  • guetos elitistas e guetos de exclusão
  • solidariedade vs inclusão

Inner City – Joana Nascimento

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Nesta apresentação enquadrada no evento Inner City, realizado em 17-abril-2009, Joana Nascimento, artista plástica, reflete sobre o que se pode fazer para despoletar novos usos para a cidade e como passar dos discursos para a prática.

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duração total – 05:03

Alguns destaques:

  • cidade mais do que património construído
  • trabalho multidisciplinar
  • passar do discurso para a prática
  • contributo da arte? podemos pedir aos artistas mais do que esculturas
  • estabelecer práticas colaborativas na reformulação da cidade
  • património construído / social / imaginário
  • o que se quer fazer é algo que não passa num postal
  • como é que se pode despoletar novos usos da cidade.