Conversa com Luís Borges Gouveia – O Digital e o Território

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A entrevista mais recente do Porto em Conversa foi com Luis Borges Gouveia e teve como mote as relações entre o digital e o território.

Luís Borges Gouveia é professor associado da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Fernando Pessoa, autor de vários artigos e livros que têm como fio condutor os sistemas e informação e a sua relação com a sociedade.

Um dos pontos interessantes desta entrevista é a aparente inversão de importância na relação digital / território.
Apesar do nosso mundo ser cada vez mais digital, na opinião de Luis Borges Gouveia, “face a um mundo cada vez mais plano, a luta pela qualidade de vida (…) é conseguida principalmente quando nós conseguimos ser polos de atracção e para isso temos que cuidar do nosso território” daí “a importância do local fisico para sustentar o digital”.

Duração total – 37:29
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Conversa com Fernando Martins – muchBeta, a tecnologia

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Depois de na primeira parte temos falado mais sobre a parte de negócio da muchBeta, nesta parte exploramos mais a vertente tecnológica.
Falamos primeiro sobre o processo de desenvolvimento da muchBeta e como já evoluiu nos dois primeiros produtos que já foram lançados: Lawrd e Teepin.

Duração total: 41:43. Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .

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Conversa com Fernando Martins – muchBeta, o negócio

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Depois de ouvir Fernando Martins na sessão do Porto do Ignite Portugal achei que seria interessante explorar um pouco o mais aquele que era o título da sua apresentação: Programar para o Mundo e não para Portugal.

Duração total: 41:42
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Conversa com Joaquim Jorge – podcast

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A edição de Dezembro do Porto em Conversa foi com Joaquim Jorge, o mentor do Clube dos Pensadores.

Numa conversa animada falamos da motivação para a realização das diferentes actividades de que o Clube dos Pensadores é composto, nomeadamente os debates, o programa de rádio na RCM, o blog e o livro.

Duração total: 31:49

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Eu Participo

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2009 poderá ter sido o ano da mudança de paradigma na relação cidadãos / políticos.

A existência de 3 eleições levou a um aumento da cobertura mediática de diferentes questões políticas e de cidadania, e para além disso cada vez mais os cidadãos têm acesso a meios de divulgação de informação/opinião não intermediada através de toda a rede social.

Um dos projectos que surgiu durante este ano com o objectivo de servir de plataforma para a participação civica foi o euparticipo.
Criado pela Oceanlab de Lisboa apareceu a partir da necessidade de criar algo assumidamente não controlado por políticos.

Nesta edição do podcast O Porto em Conversa, falei com Paulo Ribeiro, da Oceanlab, sobre este projecto.
Falamos sobre quais as suas motivações, como vêem o euparticipo na relação com outras comunidades virtuais já existentes e quais os passos futuros para este projecto nomeadamente a possibilidade de levar as ideias a quem as possa implementar.

Duração: 38:40

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Conversa com candidatos do MEP

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Como tinha referido, o podcast de Setembro foi com o candidato à Assembleia Municipal do Porto do MEP, Sebastião Sousa Pinto e o cabeça de lista à Assembleia de Republica pelo distrito do Porto, Joaquim Pedro Cardoso da Costa.

Para além das questões que o aparecimento de qualquer novo partido sugere como quais as suas motivações e o que o diferencia dos partidos actuais, discutimos também um pouco o programa nacional do MEP e como ele se enquadra na realidade do Porto.

Concluímos esta entrevista com um conjunto de perguntas temáticas sobre a cidade do Porto, como a questão das concessões a privados de equipamentos públicos.

Duração total: 49:07

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Conversa com Pedro Principe – podcast

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O podcast de Agosto foi com Pedro Principe do blog Rato de Biblioteca e falamos sobre as bibliotecas na época da tecnologia e web2.0. Mesmo a propósito com o tema gravamos no Clube Literário do Porto.

A determinada altura a propósito da necessidade de comunicação que estas instituições têm Pedro Principe referiu “todas elas [bibliotecas] quando fazem o seu site colocam no seu site uma opção de menu que é apresentação-missão, (…), mas é preciso é contar a vida dessas bibliotecas, como é que essa missão se está a realizar” e realmente parece-me que cada vez mais é necessário comunicar o processo em vez de / para além de comunicar os fins a atingir

Foi de facto uma conversa que andou à volta do mundo das bibliotecas mas com observações a propósito do tema das tecnologias que me parecem aplicáveis a muitas outras organizações públicas (e privadas).

Duração total – 1:10:00

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Conversa com José Freitas – podcast

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Nesta edição do Porto em Conversa falei com José Freitas, jornalista no Jornal Primeira Mão e Rádio Lidador.

O tema foi a comunicação social e os desafios e alguns constrangimentos com que tem que lidar no mundo actual da informação instantânea e permanente da Internet.

Também falamos do papel do “jornalismo do cidadão” e qual o papel que pode ter no actual mundo das notícias.

Duração total – 38:41

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Algumas notas:

  • o que diferencia os jornalistas dos bloggers, obrigação do principio do contraditório, confirmação das fontes.
  • bloggers podem ser parceiros e complementos aos jornalistas
  • os cidadãos dão o quê e os jornalistas dão o porquê => mas há também a componente de profissão, fazer porque é a sua profissão. jornalista por ordem profissinoal tem que ir
  • 04:00 – “…cada um [blogger/jornalista] terá as suas funções, a pessoa que em casa quer ser um pouco uma espécie de jornalista mas que “hoje até nem me apatece estar agora a escrever sobre determinada coisa, ou ir aquele sitio para poder escrever sobre isso” não vai, não tem essa obrigação. o jornalista por questões de ordem profissional tem que ir, se o “chefe” lhe indica, é preciso ir ali, terá que ir e terá depois que contar a história…nem todas as historias, nem tudo aquilo que é informação poderá ser interessante para o jornalista-cidadão ou para aquelas pessoas que agora surgem a relatar coisas que… de facto só relatam porque têm interesse nelas, se não tiverem interesse nelas não vão relatar.”
  • 05:00 – confiança (também no jornalismo) é algo que se constroi
  • 08:40 – qualidade do jornalismo – como sobreviver ao excesso de informação
  • 09:20 – “durante muitos anos tivemos em Portugal aquilo que se convencionou chamar o Portugal Sentado que era as questões do governo, as conferências, debates, seminários, mas não havia povo, não havia rua, não havia vida nessas noticias…”
  • “excesso de informação quer dizer que é boa informação?”
  • 11:50 – necessidades do jornalismo actual: “análise, informação, concreta, correcta, bem trabalhada, bem desenvolvida, bem escrita, e depois amplamente ilustrada com uns infograficos, com fotografias bonitas ou que enquadrem bem a informação, que dêem informação extra, se calhar uma ou outra ilustração, (…) o problema é que isso custa dinheiro”
  • 13:00 – “é complicado estar a enviar alguém para a rua para fazer uma história que só pode passar daqui a uns três ou quatro dias porque há que contactar com x, y, z e isso não pode ser porque é tempo perdido e temos que seguir em frente porque há outras histórias, outras notícias…”
  • 14:00 – mas há mesmo notícias para transmitir?
  • 15:15 – jornalistas ainda servem como ferramenta para os cidadãos fazerem pressão sobre outros
  • 17:00 – a noticia é importante ou relevante tendo em conta aquilo que nós pensamos
  • 19:00 – os jornalistas têm que ser especialistas em todos os assuntos e nas ferramentas (audio, video, fotografia, grafismo, …), empresarialmente dá jeito…
  • 21:00 – quais as especificidades de cada meio – jornal, audio, video, web
  • 22:00 – “…aquela notícia já está feita só tem é que ser transportada para outro plano… se vamos estar a refazê-la, estamos a fazer a mesma noticia duas vezes…”
  • 26:00 – o jornalismo regional – “não é por falta de noticias que não se tem noticias”. “há demasiadas coisas, não se consegue é estar em todo o lado”
  • 27:50 – jornalismo como gestor de comunidades? => paralelo com correspondentes.
  • 32:00 – não há noticias do país… por concentração dos meios, quer jornalistas, quer pessoas… falta de massa humana nos locais

Conversa com Pedro Morgado – podcast

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Na edição 6 do podcast O Porto em Conversa falei com Pedro Morgado do blog Avenida Central.

Começamos por falar de algumas grandes ideias associadas a Braga como a sua relação com a Igreja e as possíveis explicações para o longo “reinado” de Mesquita Machado.

Seguimos depois para alguns problemas e questões que se debatem na cidade nomeadamente a reabilitação urbana, desertificação do seu centro, questões de mobilidade entre outros e como Guimarães pode ser um exemplo nomeadamente na questão da recuperação do seu centro histórico.

E naturalmente falamos das relações entre as diferentes cidades do Minho, nomeadamente através do “Quadrilátero Urbano” (Braga, Guimarães, Famalicão, Barcelos), do Turismo como grande indutor de desenvolvimento e como o “portocentrismo” ainda se faz sentir em algumas decisões.

Aqui ficam algumas notas:

  • 00:50 – sobre o blog avenida central
  • 04:10 – a influencia da igreja em braga. “na cidade de braga a orientação de voto da igreja para o referendo ao aborto não foi seguida” (…) “há uma marca permanente da igreja na vivência cidade mas tenho algumas duvidas que essa marca consiga mobilizar tantas pessoas como no passado”
  • 06:20 – sobre a multiplicação de mandatos de mesquita machado. “também me causa alguma perplexidade. como é que é possivel uma cidade com tanta gente boa e com tanta gente competente não ter encontrado novas soluções que permitam a necessária renovação.”.
  • 08:00 – “nos últimos actos eleitorais a renovação tem sido sempre vitoriosa na cidade e perde nas freguesias limitrofes.”
  • 09:00 – relação urbano / rural
  • 10:00 – o que se discute em braga? “falta de planeamento urbanistico”. “braga tem défice de espaços verdes” (…) “e isso traduz-se na diminiução da qualidade de vida”.
  • 11:00 – os transportes – “braga é uma cidade pensada para o uso do transporte individual privado”. “não tem uma rede aceitavel de transportes urbanos”
  • 14:00 – reabilitação urbana. “o exemplo de guimarães devia ter sido seguido na nossa cidade [braga]”
  • 14:45 – “não há pessoas no centro de braga”
  • 18:20 – sobre a comboiosXXI e a ligação braga-porto em comboio.
  • 21:00 – sobre a ligação metro trofa-porto
  • 22:20 – porque não criar uma rede de caminhos de ferros entre barcelos braga guimarães
  • 23:20 – “os comboios urbanos do norte são exclusivamente para transportar pessoas de e para o porto. à parte disto não há transporte urbano ferroviario no norte.”
  • 24:30 – sobre a crise
  • 26:00 – “a região não foi capaz de absorver toda esta massa crítica que saiu das universidades”
  • 26:30 – sobre as portagens, as scuts e as subvenções aos transportes públicos no porto e lisboa
  • 29:00 – falta relevância politica [ao minho], o minho não é tido em conta nas decisões.
  • 29:40 – “imagem messiânica do actual presidente da câmara [do porto]”
  • 31:00 – relação entre as diferentes cidades
  • 33:30 – “[braga] é uma cidade menos habituada a falar sobre os assuntos e a refletir sobre os assuntos e a ter opinião sobre os assuntos, (…) há um défice de discussão e de planeamento e de reflexão na cidade de braga”
  • 35:00 – exemplo de guimarães sobre a reabilitação da praça do toural
  • 36:25 – sobre o quadrilátero urbano
  • 37:35 – “não há nenhum motivo para a programação cultural destas quatro cidades [braga, guimarães, barcelos, famalicão] que é de excelência, ser feita numa lógica concorrencial, ele deve ser feita numa lógica integrada”
  • 38:30 – sobre guimarães capital europeia da cultura
  • 40:00 – turismo. “guimarães apostou muito e bem”
  • 42:00 – a relação viana – braga
  • 44:30 – sobre a regionalização
  • 45:40 – “a AMP tem muito menos a ver com o norte que todo o resto do norte”
  • 46:30 – portocentrismo
  • 49:30 – turismo no norte
  • 50:50 – “a proposta que anda sempre no ar de fazer do minho uma espécie de turismo fast-food que as pessoas consomem rapidamente e a custo baixo enquanto estão no porto a fazer os seus investimentos não serve. é uma proposta que não serve ao minho.”
  • 51:40 – “o minho precisa de produzir alguma coisa para vender (…), o minho tem cérebros e tem turismo”

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Conversa com Catarina Martins – podcast

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Nesta edição do podcast O Porto em Conversa falei com Catarina Martins da companhia de teatro (e não só) Visões Úteis.

A conversa foi naturalmente sobre cultura, desde a relação do público com a arte contemporânea à importância dos teatros municipais (e a questão portuense do Rivoli).
Falamos ainda de alguns projectos como o Coma Profundo (que está disponível em podcast para qualquer pessoa no site da companhia) e outros similares (“Errare, Parma; “Os ossos de que é feita a pedra“, Santiago de Compostela) que podem também servir de valência turística para a cidade.
E naturalmente os custos da cultura…

00:35 – visões úteis uma companhia criada no porto por pessoas (quase) todas fora do porto. “decidimos conscientemente que queriamos vir fazer teatro para o porto, achamos que isso tinha sentido, para nós tinha sentido a ideia de uma segunda cidade do país, um segundo centro”

02:15 – teatro contemporâneo feito como era feito à 50 anos atrás? “tudo muda e a forma como se chega à informação tem mudado muito nos ultimos anos, a forma mais dificil de o publico fruir teatro é na relação convencional, exige uma atenção e um tipo de conhecimento da convenção teatral que é muito complicada hoje em dia a muitas pessoas.”

04:00 “há muitas convenções em portugal sobre o que é acessível e o que não é acessível e que não corresponde [totalmente à realidade]” => falta de acessibilidade ou falta de meios para publicitar o que é feito?

04:52 “num centro urbano é muito mais dificil chegarmos às pessoas que não costumam usufruir da arte porque não temos os meios de promoção para lhes conseguir chegar”

05:00 audiowalks – “coma profundo”, foz porto; “errare,” parma; “ossos de que é feita a pedra”, santiago compostela

10:00 “porto oferece cada vez menos condições de trabalho para os artistas”. “não há condições de produção”

11:30 necessário espaços com relações com públicos

14:15 necessidade de um teatro municipal: “um teatro municipal é a ligação entre a população de uma cidade e a arte”

18:00 sobre o rivoli

18.40 ligação à comunidade

20:10 públicos: crianças <=> adultos. “tem de haver uma forma de por a crianças que estão integradas nestes programas [acções do serviços educativos de algumas instituições] a levar esta informação para casa”

21:00 custos económicos da cultura, financiamentos, …

22:00 de onde vem o dinheiro para a cultura… de todos nós. “[sendo financiados por uma fundação privada galega alguns poderiam dizer que não recebemos subsídios] isso é mentira, quem pagou o nosso trabalho foram os contribuintes galegos, os contribuintes europeus, …”

23:00 “normalmente todo o dinheiro que há para a arte… para a ciência… acaba por vir de dinheiros públicos”

23:50 “a pergunta não é de onde vem o dinheiro, o dinheiro vem dos impostos de nós todos, a pergunta é para onde vai o dinheiro que sai dos nossos impostos, se vai para onde deve ir.”

25:00 qualidade (técnica) dos espectáculos

26:00 “programas [de apoio] existem não para apoiar um produto mas para assegurar a pluralidade”

28:00 impacto da economia na cultura

29:00 “as pedras são sempre as mesmas o que se passa à volta das pedras é que vai mudando e vai chamando as pessoas mais do que uma vez, as industrias criativas desenvolvem-se ou não porque os próprios profissionais que trabalham nas industrias criativas mesmo que eles não sejam artistas ou não tenham vocação artistica alimentam a sua capacidade de ver as coisas de forma diferente pelo meio em que estão inseridos e pelo dinamismo criativo que esse meio possa ter ou não”.

31:00 apoio a primeiras obras

32:30 é possível haver cultura sem estado ou com menos estado?

33:30 rivoli outra vez

34:00 teatro municipal vs teatro em propriedade do municipio

35:30 investimentos nacionais e como se refletem na responsabilidade que os locais que os recebem adquirem

38:00 aposta nas grandes instituições culturais. “acho que as grandes instituições têm que acordar muito para a cidade e têm que perceber que a sua projecção internacional tem tão mais sentido quão mais profunda for a sua implantação local” (…)

39:00 “por outro lado as grandes instituições também tinham direito de o ser, sem mais nada, sem também que assumir o papel das médias que não existem”

40:00 projectar o teatro do porto no resto do país

41:00 “taxa que a câmara do porto cobra pelo transporte [de cenários de companhias do porto para outros locais] é duas vezes superior ao preço de mercado”

43:30 apoio à cultura ou apoio aos bairros… um exemplo concreto.

44:30 arte e turismo. objectos artisticos como valência turística.

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