Movimento Cívico pela Linha do Tua – Raimundo Delgado

Raimundo Delgado, Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia na Universidade do Porto, no debate organizado pelo Movimento Cívico da Linha do Tua em Bragança a 17 de Janeiro de 2009 explica com detalhe o relatório que foi pedido à FEUP sobre o último acidente na Linha do Tua.

Duração total: 16:15

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Algumas Notas:

  • linha do tua como grande obra de engenharia
  • com o desmantelamento das linhas também nas universidades praticamente não se ensina nada sobre a ferrovia
  • sobre o relatório do ultimo acidente na linha do tua
  • estudo multidisciplinar, terreno, via, comboio, interacção entre elementos

Debate Fundação SPES – Elisa Ferreira – cultura

Área de perguntas e respostas  sobre cultura de Elisa Ferreira no debate organizado pela Fundação SPES

duração total: 42:47
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O vídeo integral de toda a sessão pode ser visto no site da fundação.

Algumas notas:

joão ribeirinho – juventude popular => sobre o rivoli e qual a percentagem do orçamento que a câmara deverá gastar em cultura

  • necessário saber o que é a cultura e saber o seu papel
  • cultura diferente de diversão
  • cultra importante para promover inclusão
  • papel da câmara promover a cultura de forma inclusiva, abrangente e diversificada
  • programação em rede
  • bruno monteiro – jcp => propostas concretas para a cultura
  • cultura pode ser um dos pontos essenciais para relançamento da cidade
  • valorizar programação combinada e em rede
  • necessário dar espaço e valorizar outras colectividades
  • não necessariamente subsidios mas contratualizações
  • não necessariamente mais dinheiro mas redistribuir dinheiro que está a ser usado por 3 ou 4 eventos que são mais lazer que cultura
  • programa cultural como factor de afirmação internacional do porto
  • josé miranda – bloco de esquerda => espaços publicos e preocupações ambientais -> questão do pavilhão rosa mota e sobre o rivoli
  • ainda não tem posição definitiva sobre o pavilhão rosa mota, não tem ainda toda a informação
  • ambiente – bandeiras azuis (que vão e que vêm), sustentabilidade de politica de transportes, ciclovias que não foram criadas, construção efectiva do parque oriental, cuidado que tem que se olhar para os diferentes espaços verdes existentes, parque da cidade => indefinição
  • rivoli – é sempre possivel renegociar contratos
  • cristiano silva – js => como devolver o dinamismo cultural, qual o papel do movimento asssociativo, que gestão integrada para os equipamentos
  • para a promoção internacional da cidade deve haver promoção conjunta de alguns eventos
  • igreja também tem uma função cultural. tem um património muito relevante
  • porto 2001 – criação de publicos, mas depois perdeu-se o elan
  • joão paulo meireles – jsd => o que está de errado com a politica actual da câmara?
  • portugal já deveria estar regionalizado à muito tempo
  • sobre a lei que obriga a que quem recebe apoios da câmara não a pode criticar

Conversa com Catarina Martins – podcast

Nesta edição do podcast O Porto em Conversa falei com Catarina Martins da companhia de teatro (e não só) Visões Úteis.

A conversa foi naturalmente sobre cultura, desde a relação do público com a arte contemporânea à importância dos teatros municipais (e a questão portuense do Rivoli).
Falamos ainda de alguns projectos como o Coma Profundo (que está disponível em podcast para qualquer pessoa no site da companhia) e outros similares (“Errare, Parma; “Os ossos de que é feita a pedra“, Santiago de Compostela) que podem também servir de valência turística para a cidade.
E naturalmente os custos da cultura…

00:35 – visões úteis uma companhia criada no porto por pessoas (quase) todas fora do porto. “decidimos conscientemente que queriamos vir fazer teatro para o porto, achamos que isso tinha sentido, para nós tinha sentido a ideia de uma segunda cidade do país, um segundo centro”

02:15 – teatro contemporâneo feito como era feito à 50 anos atrás? “tudo muda e a forma como se chega à informação tem mudado muito nos ultimos anos, a forma mais dificil de o publico fruir teatro é na relação convencional, exige uma atenção e um tipo de conhecimento da convenção teatral que é muito complicada hoje em dia a muitas pessoas.”

04:00 “há muitas convenções em portugal sobre o que é acessível e o que não é acessível e que não corresponde [totalmente à realidade]” => falta de acessibilidade ou falta de meios para publicitar o que é feito?

04:52 “num centro urbano é muito mais dificil chegarmos às pessoas que não costumam usufruir da arte porque não temos os meios de promoção para lhes conseguir chegar”

05:00 audiowalks – “coma profundo”, foz porto; “errare,” parma; “ossos de que é feita a pedra”, santiago compostela

10:00 “porto oferece cada vez menos condições de trabalho para os artistas”. “não há condições de produção”

11:30 necessário espaços com relações com públicos

14:15 necessidade de um teatro municipal: “um teatro municipal é a ligação entre a população de uma cidade e a arte”

18:00 sobre o rivoli

18.40 ligação à comunidade

20:10 públicos: crianças <=> adultos. “tem de haver uma forma de por a crianças que estão integradas nestes programas [acções do serviços educativos de algumas instituições] a levar esta informação para casa”

21:00 custos económicos da cultura, financiamentos, …

22:00 de onde vem o dinheiro para a cultura… de todos nós. “[sendo financiados por uma fundação privada galega alguns poderiam dizer que não recebemos subsídios] isso é mentira, quem pagou o nosso trabalho foram os contribuintes galegos, os contribuintes europeus, …”

23:00 “normalmente todo o dinheiro que há para a arte… para a ciência… acaba por vir de dinheiros públicos”

23:50 “a pergunta não é de onde vem o dinheiro, o dinheiro vem dos impostos de nós todos, a pergunta é para onde vai o dinheiro que sai dos nossos impostos, se vai para onde deve ir.”

25:00 qualidade (técnica) dos espectáculos

26:00 “programas [de apoio] existem não para apoiar um produto mas para assegurar a pluralidade”

28:00 impacto da economia na cultura

29:00 “as pedras são sempre as mesmas o que se passa à volta das pedras é que vai mudando e vai chamando as pessoas mais do que uma vez, as industrias criativas desenvolvem-se ou não porque os próprios profissionais que trabalham nas industrias criativas mesmo que eles não sejam artistas ou não tenham vocação artistica alimentam a sua capacidade de ver as coisas de forma diferente pelo meio em que estão inseridos e pelo dinamismo criativo que esse meio possa ter ou não”.

31:00 apoio a primeiras obras

32:30 é possível haver cultura sem estado ou com menos estado?

33:30 rivoli outra vez

34:00 teatro municipal vs teatro em propriedade do municipio

35:30 investimentos nacionais e como se refletem na responsabilidade que os locais que os recebem adquirem

38:00 aposta nas grandes instituições culturais. “acho que as grandes instituições têm que acordar muito para a cidade e têm que perceber que a sua projecção internacional tem tão mais sentido quão mais profunda for a sua implantação local” (…)

39:00 “por outro lado as grandes instituições também tinham direito de o ser, sem mais nada, sem também que assumir o papel das médias que não existem”

40:00 projectar o teatro do porto no resto do país

41:00 “taxa que a câmara do porto cobra pelo transporte [de cenários de companhias do porto para outros locais] é duas vezes superior ao preço de mercado”

43:30 apoio à cultura ou apoio aos bairros… um exemplo concreto.

44:30 arte e turismo. objectos artisticos como valência turística.

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