Conversa com Pedro Principe – podcast

O podcast de Agosto foi com Pedro Principe do blog Rato de Biblioteca e falamos sobre as bibliotecas na época da tecnologia e web2.0. Mesmo a propósito com o tema gravamos no Clube Literário do Porto.

A determinada altura a propósito da necessidade de comunicação que estas instituições têm Pedro Principe referiu “todas elas [bibliotecas] quando fazem o seu site colocam no seu site uma opção de menu que é apresentação-missão, (…), mas é preciso é contar a vida dessas bibliotecas, como é que essa missão se está a realizar” e realmente parece-me que cada vez mais é necessário comunicar o processo em vez de / para além de comunicar os fins a atingir

Foi de facto uma conversa que andou à volta do mundo das bibliotecas mas com observações a propósito do tema das tecnologias que me parecem aplicáveis a muitas outras organizações públicas (e privadas).

Duração total – 1:10:00

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Conversa com José Freitas – podcast

Nesta edição do Porto em Conversa falei com José Freitas, jornalista no Jornal Primeira Mão e Rádio Lidador.

O tema foi a comunicação social e os desafios e alguns constrangimentos com que tem que lidar no mundo actual da informação instantânea e permanente da Internet.

Também falamos do papel do “jornalismo do cidadão” e qual o papel que pode ter no actual mundo das notícias.

Duração total – 38:41

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Algumas notas:

  • o que diferencia os jornalistas dos bloggers, obrigação do principio do contraditório, confirmação das fontes.
  • bloggers podem ser parceiros e complementos aos jornalistas
  • os cidadãos dão o quê e os jornalistas dão o porquê => mas há também a componente de profissão, fazer porque é a sua profissão. jornalista por ordem profissinoal tem que ir
  • 04:00 – “…cada um [blogger/jornalista] terá as suas funções, a pessoa que em casa quer ser um pouco uma espécie de jornalista mas que “hoje até nem me apatece estar agora a escrever sobre determinada coisa, ou ir aquele sitio para poder escrever sobre isso” não vai, não tem essa obrigação. o jornalista por questões de ordem profissional tem que ir, se o “chefe” lhe indica, é preciso ir ali, terá que ir e terá depois que contar a história…nem todas as historias, nem tudo aquilo que é informação poderá ser interessante para o jornalista-cidadão ou para aquelas pessoas que agora surgem a relatar coisas que… de facto só relatam porque têm interesse nelas, se não tiverem interesse nelas não vão relatar.”
  • 05:00 – confiança (também no jornalismo) é algo que se constroi
  • 08:40 – qualidade do jornalismo – como sobreviver ao excesso de informação
  • 09:20 – “durante muitos anos tivemos em Portugal aquilo que se convencionou chamar o Portugal Sentado que era as questões do governo, as conferências, debates, seminários, mas não havia povo, não havia rua, não havia vida nessas noticias…”
  • “excesso de informação quer dizer que é boa informação?”
  • 11:50 – necessidades do jornalismo actual: “análise, informação, concreta, correcta, bem trabalhada, bem desenvolvida, bem escrita, e depois amplamente ilustrada com uns infograficos, com fotografias bonitas ou que enquadrem bem a informação, que dêem informação extra, se calhar uma ou outra ilustração, (…) o problema é que isso custa dinheiro”
  • 13:00 – “é complicado estar a enviar alguém para a rua para fazer uma história que só pode passar daqui a uns três ou quatro dias porque há que contactar com x, y, z e isso não pode ser porque é tempo perdido e temos que seguir em frente porque há outras histórias, outras notícias…”
  • 14:00 – mas há mesmo notícias para transmitir?
  • 15:15 – jornalistas ainda servem como ferramenta para os cidadãos fazerem pressão sobre outros
  • 17:00 – a noticia é importante ou relevante tendo em conta aquilo que nós pensamos
  • 19:00 – os jornalistas têm que ser especialistas em todos os assuntos e nas ferramentas (audio, video, fotografia, grafismo, …), empresarialmente dá jeito…
  • 21:00 – quais as especificidades de cada meio – jornal, audio, video, web
  • 22:00 – “…aquela notícia já está feita só tem é que ser transportada para outro plano… se vamos estar a refazê-la, estamos a fazer a mesma noticia duas vezes…”
  • 26:00 – o jornalismo regional – “não é por falta de noticias que não se tem noticias”. “há demasiadas coisas, não se consegue é estar em todo o lado”
  • 27:50 – jornalismo como gestor de comunidades? => paralelo com correspondentes.
  • 32:00 – não há noticias do país… por concentração dos meios, quer jornalistas, quer pessoas… falta de massa humana nos locais

Conversa com Pedro Morgado – podcast

Na edição 6 do podcast O Porto em Conversa falei com Pedro Morgado do blog Avenida Central.

Começamos por falar de algumas grandes ideias associadas a Braga como a sua relação com a Igreja e as possíveis explicações para o longo “reinado” de Mesquita Machado.

Seguimos depois para alguns problemas e questões que se debatem na cidade nomeadamente a reabilitação urbana, desertificação do seu centro, questões de mobilidade entre outros e como Guimarães pode ser um exemplo nomeadamente na questão da recuperação do seu centro histórico.

E naturalmente falamos das relações entre as diferentes cidades do Minho, nomeadamente através do “Quadrilátero Urbano” (Braga, Guimarães, Famalicão, Barcelos), do Turismo como grande indutor de desenvolvimento e como o “portocentrismo” ainda se faz sentir em algumas decisões.

Aqui ficam algumas notas:

  • 00:50 – sobre o blog avenida central
  • 04:10 – a influencia da igreja em braga. “na cidade de braga a orientação de voto da igreja para o referendo ao aborto não foi seguida” (…) “há uma marca permanente da igreja na vivência cidade mas tenho algumas duvidas que essa marca consiga mobilizar tantas pessoas como no passado”
  • 06:20 – sobre a multiplicação de mandatos de mesquita machado. “também me causa alguma perplexidade. como é que é possivel uma cidade com tanta gente boa e com tanta gente competente não ter encontrado novas soluções que permitam a necessária renovação.”.
  • 08:00 – “nos últimos actos eleitorais a renovação tem sido sempre vitoriosa na cidade e perde nas freguesias limitrofes.”
  • 09:00 – relação urbano / rural
  • 10:00 – o que se discute em braga? “falta de planeamento urbanistico”. “braga tem défice de espaços verdes” (…) “e isso traduz-se na diminiução da qualidade de vida”.
  • 11:00 – os transportes – “braga é uma cidade pensada para o uso do transporte individual privado”. “não tem uma rede aceitavel de transportes urbanos”
  • 14:00 – reabilitação urbana. “o exemplo de guimarães devia ter sido seguido na nossa cidade [braga]”
  • 14:45 – “não há pessoas no centro de braga”
  • 18:20 – sobre a comboiosXXI e a ligação braga-porto em comboio.
  • 21:00 – sobre a ligação metro trofa-porto
  • 22:20 – porque não criar uma rede de caminhos de ferros entre barcelos braga guimarães
  • 23:20 – “os comboios urbanos do norte são exclusivamente para transportar pessoas de e para o porto. à parte disto não há transporte urbano ferroviario no norte.”
  • 24:30 – sobre a crise
  • 26:00 – “a região não foi capaz de absorver toda esta massa crítica que saiu das universidades”
  • 26:30 – sobre as portagens, as scuts e as subvenções aos transportes públicos no porto e lisboa
  • 29:00 – falta relevância politica [ao minho], o minho não é tido em conta nas decisões.
  • 29:40 – “imagem messiânica do actual presidente da câmara [do porto]”
  • 31:00 – relação entre as diferentes cidades
  • 33:30 – “[braga] é uma cidade menos habituada a falar sobre os assuntos e a refletir sobre os assuntos e a ter opinião sobre os assuntos, (…) há um défice de discussão e de planeamento e de reflexão na cidade de braga”
  • 35:00 – exemplo de guimarães sobre a reabilitação da praça do toural
  • 36:25 – sobre o quadrilátero urbano
  • 37:35 – “não há nenhum motivo para a programação cultural destas quatro cidades [braga, guimarães, barcelos, famalicão] que é de excelência, ser feita numa lógica concorrencial, ele deve ser feita numa lógica integrada”
  • 38:30 – sobre guimarães capital europeia da cultura
  • 40:00 – turismo. “guimarães apostou muito e bem”
  • 42:00 – a relação viana – braga
  • 44:30 – sobre a regionalização
  • 45:40 – “a AMP tem muito menos a ver com o norte que todo o resto do norte”
  • 46:30 – portocentrismo
  • 49:30 – turismo no norte
  • 50:50 – “a proposta que anda sempre no ar de fazer do minho uma espécie de turismo fast-food que as pessoas consomem rapidamente e a custo baixo enquanto estão no porto a fazer os seus investimentos não serve. é uma proposta que não serve ao minho.”
  • 51:40 – “o minho precisa de produzir alguma coisa para vender (…), o minho tem cérebros e tem turismo”

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Conversa com Catarina Martins – podcast

Nesta edição do podcast O Porto em Conversa falei com Catarina Martins da companhia de teatro (e não só) Visões Úteis.

A conversa foi naturalmente sobre cultura, desde a relação do público com a arte contemporânea à importância dos teatros municipais (e a questão portuense do Rivoli).
Falamos ainda de alguns projectos como o Coma Profundo (que está disponível em podcast para qualquer pessoa no site da companhia) e outros similares (“Errare, Parma; “Os ossos de que é feita a pedra“, Santiago de Compostela) que podem também servir de valência turística para a cidade.
E naturalmente os custos da cultura…

00:35 – visões úteis uma companhia criada no porto por pessoas (quase) todas fora do porto. “decidimos conscientemente que queriamos vir fazer teatro para o porto, achamos que isso tinha sentido, para nós tinha sentido a ideia de uma segunda cidade do país, um segundo centro”

02:15 – teatro contemporâneo feito como era feito à 50 anos atrás? “tudo muda e a forma como se chega à informação tem mudado muito nos ultimos anos, a forma mais dificil de o publico fruir teatro é na relação convencional, exige uma atenção e um tipo de conhecimento da convenção teatral que é muito complicada hoje em dia a muitas pessoas.”

04:00 “há muitas convenções em portugal sobre o que é acessível e o que não é acessível e que não corresponde [totalmente à realidade]” => falta de acessibilidade ou falta de meios para publicitar o que é feito?

04:52 “num centro urbano é muito mais dificil chegarmos às pessoas que não costumam usufruir da arte porque não temos os meios de promoção para lhes conseguir chegar”

05:00 audiowalks – “coma profundo”, foz porto; “errare,” parma; “ossos de que é feita a pedra”, santiago compostela

10:00 “porto oferece cada vez menos condições de trabalho para os artistas”. “não há condições de produção”

11:30 necessário espaços com relações com públicos

14:15 necessidade de um teatro municipal: “um teatro municipal é a ligação entre a população de uma cidade e a arte”

18:00 sobre o rivoli

18.40 ligação à comunidade

20:10 públicos: crianças <=> adultos. “tem de haver uma forma de por a crianças que estão integradas nestes programas [acções do serviços educativos de algumas instituições] a levar esta informação para casa”

21:00 custos económicos da cultura, financiamentos, …

22:00 de onde vem o dinheiro para a cultura… de todos nós. “[sendo financiados por uma fundação privada galega alguns poderiam dizer que não recebemos subsídios] isso é mentira, quem pagou o nosso trabalho foram os contribuintes galegos, os contribuintes europeus, …”

23:00 “normalmente todo o dinheiro que há para a arte… para a ciência… acaba por vir de dinheiros públicos”

23:50 “a pergunta não é de onde vem o dinheiro, o dinheiro vem dos impostos de nós todos, a pergunta é para onde vai o dinheiro que sai dos nossos impostos, se vai para onde deve ir.”

25:00 qualidade (técnica) dos espectáculos

26:00 “programas [de apoio] existem não para apoiar um produto mas para assegurar a pluralidade”

28:00 impacto da economia na cultura

29:00 “as pedras são sempre as mesmas o que se passa à volta das pedras é que vai mudando e vai chamando as pessoas mais do que uma vez, as industrias criativas desenvolvem-se ou não porque os próprios profissionais que trabalham nas industrias criativas mesmo que eles não sejam artistas ou não tenham vocação artistica alimentam a sua capacidade de ver as coisas de forma diferente pelo meio em que estão inseridos e pelo dinamismo criativo que esse meio possa ter ou não”.

31:00 apoio a primeiras obras

32:30 é possível haver cultura sem estado ou com menos estado?

33:30 rivoli outra vez

34:00 teatro municipal vs teatro em propriedade do municipio

35:30 investimentos nacionais e como se refletem na responsabilidade que os locais que os recebem adquirem

38:00 aposta nas grandes instituições culturais. “acho que as grandes instituições têm que acordar muito para a cidade e têm que perceber que a sua projecção internacional tem tão mais sentido quão mais profunda for a sua implantação local” (…)

39:00 “por outro lado as grandes instituições também tinham direito de o ser, sem mais nada, sem também que assumir o papel das médias que não existem”

40:00 projectar o teatro do porto no resto do país

41:00 “taxa que a câmara do porto cobra pelo transporte [de cenários de companhias do porto para outros locais] é duas vezes superior ao preço de mercado”

43:30 apoio à cultura ou apoio aos bairros… um exemplo concreto.

44:30 arte e turismo. objectos artisticos como valência turística.

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Conversa com Rodrigo Oliveira – podcast

O 4º programa foi sobre as freguesias, quais os órgãos de que são compostas, que competências têm, quais os meios que têm disponiveis e de que forma nós, como cidadãos, podemos ter uma participação nessa autarquia para além do simples voto de quatro em quatro anos.

Para falar sobre estes pontos contei com a participação de Rodrigo Oliveira, actual membro da Assembleia Municipal do Porto, ex- vereador e antigo Presidente da Junta de Freguesia de Campanhã entre 1989 e 2001.

Como habitualmente tentei seguir o guião que apresentei anteriormente. A seguir fica a indicação dos temas que foram abordados bem como a localização aproximada dos mesmos no podcast.

00.45 do voto até à junta
03.30 executivo ter pessoas de diferentes partidos
07.00 competências da assembleia de freguesia
08.30 anafre em discussão com o governo para obter como competências próprias as competências actualmente delegadas
10:30 presidente de junta de freguesia
11.45 delegação das juntas para as associações
17.45 competências próprias
22:00 competências delegadas – relação com as câmaras
26:00 publicidade da informação
28:00 oposições
30:00 papel dos partidos
32:00 presidente da junta na assembleia municipal
35:30 disponibilização de informação relevante na internet
40:00 necessidade de participação dos cidadãos
42:30 finanças das juntas de freguesias
45:00 regionalização
46:00 reorganização das freguesias
47:30 reorganização das freguesias do porto
49:45 movimentos de cidadania e partidos
51:00 criação de redes
55:00 visão das limitações das freguesias
57:00 competencia mais importante que um presidente de junta deve ter

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Conversa com António Alves – podcast

Já está disponível o terceiro “O Porto em Conversa”.

Como tinha anunciado anteriormente foi um podcast com António Alves sobre as questões da ferrovia no Norte do país.

O podcast está organizado em duas partes de cerca de meia hora cada que, embora relacionadas, podem ser ouvidas separadamente.

Assim, nos primeiros 35 minutos revimos alguns conceitos importantes como a questão das bitolas e velocidade elevada vs alta velocidade, falamos sobre como este sector é caracterizado a nível de mercados alvo e tipos de serviços e revimos ainda algumas infraestruturas existentes e os contributos que elas poderiam dar (principalmente o ramal de Leixões mas também o ramal da Alfândega), e passamos ainda um pouco sobre algumas questões do Metro do Porto.

Na segunda parte falamos mais sobre as linhas que vão ter ao Porto, nomeadamente as linha que vão para Braga, Douro e Aveiro sem esquecer naturalmente a questão da ligação ao Aeroporto Sá Carneiro bem como a linha do Tua.

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Conversa com Cristina Santos – podcast

A segunda edição do podcast “O Porto em Conversa” é uma conversa com Cristina Santos essencialmente sobre a reabilitação urbana e mais especificamente sobre a sua experiência no quarteirão de Carlos Alberto no Porto.

São 45 minutos em que falamos sobre os apoios existentes à reabilitação, o próprio processo de reabilitação e as surpresas que aparecem ao longo do caminho bem como o acompanhamento após a conclusão das obras.

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