Rui Vilar, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkien, na primeira sessão da 7ª Edição dos Olhares Cruzados sobre o Porto dedicado às cidades europeias da cultura (“Porto 2001 / Guimarães 2012 Para que servem as capitais europeias da cultura”) , no seu papel de apresentador do tema, fez um enquadramento do tema referindo as primeiras capitais europeias da cultura (Atenas em 1985) e o ambiente de euroeuforia que se vivia na Europa nesse período do fim dos anos 80.
Recuperando o Relatório Palmer, que fez uma avaliação das capitais da cultura entre 1995 e 2004, Rui Vilar chamou á atenção para a indicação aí incluida de que “na maior parte dos casos [das capitais europeias da cultura] não houve follow-up adequado”, tendo-se perdido oportunidades e caminhos abertos.
Falou ainda do que deve ser uma capital moderna, que para além de concentrar, também deve irradiar. Nas suas palavras, “hoje ser capital é permitir que todos possam usufruir e que tenham acesso”. Um discurso que provavelmente não se aplica só à cultura.
Em relação a Guimarães, relembrou a vantagem que terá sobre a Porto 2001 pelo facto de poder contar com o trabalho já existente de reabilitação urbana. E deixou uma frase muito curiosa a caracterizar Guimarães, cidade com valor simbolico imediato, nas palavras da Arq. Alexandra Gesta: “Portugal é Guimarães, o resto são conquistas”.
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Duração total: 21:01
Olhares Cruzados sobre o Porto é uma organização da Universidade Católica e do Público.
[…] disponivel o podcast com as diferentes intervenções: Alberto Castro, Luísa Bessa, Rui Vilar, Manuel Correia Fernandes, Cristina Azevedo, Debate […]