Olhares Cruzados sobre o Porto VII – Debate (parte 1)

Na primeira parte do debate que se seguiu à intervenção dos convidados da segunda sessão dos Olhares Cruzados sobre o Porto VII, dedicado ao tema da reabilitação urbana, falou-se bastante de Guimarães como exemplo do que pode (e deve?) ser um processo de reabilitação.

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Duração total: 36:44
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Olhares Cruzados sobre o Porto VII – Eduardo Souto Moura

“O património não é uma coisa de excepção, é o nosso quotidiano”. Esta foi a ideia principal que Eduardo Souto Moura deixou na sua intervenção na segunda sessão dos Olhares Cruzados sobre o Porto VII, dedicado ao tema da reabilitação urbana.

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Duração total: 12:48
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Olhares Cruzados sobre o Porto VII – Arlindo Cunha

Arlindo Cunha, actual presidente do Conselho de Administração da Porto Vivo, trouxe o seu “testemunho breve e informal do que, como não especialista, tem vivido nestes 5 anos na Porto Vivo”.
Na sua intervenção na segunda sessão dos Olhares Cruzados sobre o Porto VII, dedicado ao tema da reabilitação urbana, apresentou essencialmente uma visão prática dos desafios que se põem a uma sociedade de reabilitação urbana.

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Duração total: 18:27
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Olhares Cruzados sobre o Porto VII – João Ferrão

A intervenção de João Ferrão, geógrafo e antigo Secretário de Estado do Ordenamento do Território e Cidades na segunda sessão dos Olhares Cruzados sobreo o Porto VII, dedicado ao tema da reabilitação urbana, centrou-se na apresentação deste tema: de que falamos quando falamos de reabilitação urbana, porque chegamos a esta situaçao e o que fazer para sair dela.

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Duração total: 22:02
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Olhares Cruzados sobre o Porto VII – Manuel Correia Fernandes

Na primeira sessão da 7ª Edição dos Olhares Cruzados sobre o Porto dedicado às cidades europeias da cultura (“Porto 2001 / Guimarães 2012 Para que servem as capitais europeias da cultura”), o Arq. Manuel Correia Fernandes começou por destacar a inexistência de uma avaliação final do que foi a Porto 2001. Há alguns indicadores e peças soltas mas não uma síntese que permita ter uma ideia concreta dos objectivos atingidos.

Referindo-se a Guimarães, caracterizou de notável o trabalho de recuperação do centro da cidade, feito com método, envolvendo a população e trabalhando in-sito, até porque “a vida politica desligada da vida real tem implicações nos resultados” que se obtêm.

Em relação ao Porto, focou a Casa da Música, um edificio que considera um marco e que “felizmente [tem] uma instituição lá dentro”, considerando assim como um sucesso esta obra.

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Duração total: 23:32

Olhares Cruzados sobre o Porto é uma organização da Universidade Católica e do Público.

(imagem retira do semanário Grande Porto)

Olhares Cruzados sobre o Porto VII – Cristina Azevedo

Na sua intervenção na primeira sessão da 7ª Edição dos Olhares Cruzados sobre o Porto dedicado às cidades europeias da cultura (“Porto 2001 / Guimarães 2012 Para que servem as capitais europeias da cultura”), Cristina Azevedo, Presidente da Fundação Cidade de Guimarães, demonstrou acima de tudo o entusiasmo com que desempenha o seu cargo actual.

Destacou que o papel e forma de actuação das Capitais Europeias da Cultra é actualmente diferente de quando se tratavam essencialmente das capitais ou segundas cidades dos países membros.
Para além disso, tratando-se de um concelho com 160 mil habitantes e 69 freguesias passa a fazer mais sentido a ideia de rede do que capital.

Considera como principal objectivo da Guimarães 2012 posicionar a cidade na rede europeia das industrias criativas, tornar-se um polo criador.
Referiu ainda de que forma vê o papel do programador cultural, “que não deve ser um mero agenciador de espectaculos” e a importância do movimento associativo e cultural no Norte e em Guimarães em particular.

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Duração total: 22:02

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(imagem de Paulo Jorge Magalhães retirado do blog Bússola)

Olhares Cruzados sobre o Porto VII – Rui Vilar

Rui Vilar, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkien, na primeira sessão da 7ª Edição dos Olhares Cruzados sobre o Porto dedicado às cidades europeias da cultura (“Porto 2001 / Guimarães 2012 Para que servem as capitais europeias da cultura”) , no seu papel de apresentador do tema, fez um enquadramento do tema referindo as primeiras capitais europeias da cultura (Atenas em 1985) e o ambiente de euroeuforia que se vivia na Europa nesse período do fim dos anos 80.

Recuperando o Relatório Palmer, que fez uma avaliação das capitais da cultura entre 1995 e 2004, Rui Vilar chamou á atenção para a indicação aí incluida de que “na maior parte dos casos [das capitais europeias da cultura] não houve follow-up adequado”, tendo-se perdido oportunidades e caminhos abertos.

Falou ainda do que deve ser uma capital moderna, que para além de concentrar, também deve irradiar. Nas suas palavras, “hoje ser capital é permitir que todos possam usufruir e que tenham acesso”. Um discurso que provavelmente não se aplica só à cultura.

Em relação a Guimarães, relembrou a vantagem que terá sobre a Porto 2001 pelo facto de poder contar com o trabalho já existente de reabilitação urbana. E deixou uma frase muito curiosa a caracterizar Guimarães, cidade com valor simbolico imediato, nas palavras da Arq. Alexandra Gesta: “Portugal é Guimarães, o resto são conquistas”.

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Duração total: 21:01

Olhares Cruzados sobre o Porto é uma organização da Universidade Católica e do Público.

Olhares Cruzados sobre o Porto VII – Debate

No periodo de debate que se seguiu às diferentes intervenções da primeira sessão da 7ª Edição dos Olhares Cruzados sobre o Porto dedicado às cidades europeias da cultura (“Porto 2001 / Guimarães 2012 Para que servem as capitais europeias da cultura”), uma das passsagens mais interessantes teve a ver com o contexto em que surgiu a Porto 2001.

Para Rui Vilar, “um dos problemas foi um desajustamento entre uma ambição muito legitima que a cidade tinha, depois de muitos anos de falta de recursos, de responder a um conjunto muito grande de problemas.”

Em Maio/Junho de 1998 foi anunciado que tinha sido atribuido ao Porto este título, nessa mesma altura decorria a Expo’98 e, para Luísa Bessa, esta capital europeia da cultura foi encarada como contraponto a isso, o que “misturou e confundiu os planos”.

Para Manuel Correia Fernandes, “havia muita coisa a mexer naqueles finais dos anos 90” que demonstrava que era possivel fazer alguma coisa na cidade, nomeadamente, a implementação do Metro do Porto, a atribuição do titulo de Património Mundial, a renovação de alguns equipamentos como o teatro S.João e o Rivoli, etc.

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Duração total: 39:36

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Olhares Cruzados sobre o Porto VII – Luísa Bessa

Intervenção inicial da moderadora Luísa Bessa, jornalista, que fez parte da Porto 2001, na primeira sessão da 7ª Edição dos Olhares Cruzados sobre o Porto dedicado à cultura: “Porto 2001 / Guimarães 2012 Para que servem as capitais europeias da cultura”.

Referindo como papeis importantes de uma capital europeia da cultura o impulsionar do turismo e vida cultural, as melhorias nas infraestruturas culturais e a renovação urbana, relembrou ainda alguns números da Porto 2001, nomeadamente:
realização de 2000 eventos
com 1,3M visitantes
obtenção de 14M€ mecenato
para um orçamento global de 195M€ total
em que 84,5 foram para renovação urbana

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Duração total: 5:15

Olhares Cruzados sobre o Porto é uma organização da Universidade Católica e do Público.