Representantes do Porto – Gustavo Pimenta (PS)

Nesta quarta edição de Representantes do Porto falei com Gustavo Pimenta, líder do grupo socialista na Assembleia Municipal do Porto.
O tema principal foi naturalmente o Orçamento e Plano de Actividades que tinha ido a votação no dia anterior (22-dez) mas falamos também do Parque da Cidade, de Orçamentos Participativos e da representatividade dos deputados na Assembleia da República

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Duração total: 56:45

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Debate Fundação SPES – Elisa Ferreira

Intervenção inicial de Elisa Ferreira no debate organizado pela Fundação SPES

duração total: 22:12
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O vídeo integral de toda a sessão pode ser visto no site da fundação.

Algumas notas:

  • ligação hsj / escola => saber investigado, aplicado, difundido
  • juventudes / partidos => juventude interessados noutros problemas que os partidos não tratam, partidos querem perceber quais os temas que a juventude quer ver tratados
  • porto tem vivencia dificil relacionada com as várias crises
  • crise internacional, nacional, regional
  • nacional – país ficou demasiado para trás demasiado tempo, o que dificulta o relançamento
  • porto sempre foi cidade aberta e cosmopolita
  • reacção do porto nesta crise
  • será que fizemos tudo o que está ao nosso alcance para sair desta crise?
  • necessário explicar que nem tudo vai bem no porto
  • numeros complicados no porto:
  • – 2001-2007 – cidade portuguesa que mais população perdeu (em percentagem)
  • – cidade que se divide cada vez mais em ocidental e oriental e perdeu as pessoas que faziam a transição entre essas 2 áreas
  • – 31% pessoas >65anos, compara com 22% grande porto, 26% país
  • – cada vez menos jovens e cada vez mais idosos e cada vez mais mulheres idosas: 24% >65 anos, 12% > 75 anos
  • – 34% residentes vivem de pensões (invalidez, velhice, sobrevivÊncia)
  • – se considerarmos outros subsidios temos 114.000 pessoas a viver com apoios
  • – temos gente capaz de produzir riqueza a menos
  • logo a cidade não vai bem => enquadramento para criar uma proposta para sair desta situação
  • que não pode ser só para os que já são competitivos
  • apostas: educação, formação profissional, perspectiva cultural
  • criar condições para que os jovens e as famílias possam viver na cidade
  • não podemos ter cidade que se divide em ilhas / bairros sociais / condomínios fechados
  • qualidade vida / ambiental
  • “…para pegarmos em tudo isto nós temos que ter uma concepção que seja uma concepção de futuro, temos que ter a verdade dos números quanto ao sitio de onde partimos, temos de ter a determinação e a força para lá chegar e isso só se faz trabalhando em rede, trabalhando em rede e transformando a câmara municipal num espaço de interface, polarizador, mobilizador, porque a administração pública nos tempos que vivemos, nos tempos que correm, não tem qualquer condição de executar aquilo que a sociedade requer que a administração faça, e uma administração que se fecha sobre ela própria é uma adminstração que não está neste seculo, a administração de uma câmara assim como a administração do estado tem de estabelecer redes com hospitais com organizações da sociedade civil, com organizações culturais para que o programa final seja um programa que cubra todas as valências que o cidadão do séc xxi da europa exige mas que uma administração europeia, sobretudo portuguesa ou de um municipio como o porto não consegue sozinho providenciar.”

Conversa com Catarina Martins – podcast

Nesta edição do podcast O Porto em Conversa falei com Catarina Martins da companhia de teatro (e não só) Visões Úteis.

A conversa foi naturalmente sobre cultura, desde a relação do público com a arte contemporânea à importância dos teatros municipais (e a questão portuense do Rivoli).
Falamos ainda de alguns projectos como o Coma Profundo (que está disponível em podcast para qualquer pessoa no site da companhia) e outros similares (“Errare, Parma; “Os ossos de que é feita a pedra“, Santiago de Compostela) que podem também servir de valência turística para a cidade.
E naturalmente os custos da cultura…

00:35 – visões úteis uma companhia criada no porto por pessoas (quase) todas fora do porto. “decidimos conscientemente que queriamos vir fazer teatro para o porto, achamos que isso tinha sentido, para nós tinha sentido a ideia de uma segunda cidade do país, um segundo centro”

02:15 – teatro contemporâneo feito como era feito à 50 anos atrás? “tudo muda e a forma como se chega à informação tem mudado muito nos ultimos anos, a forma mais dificil de o publico fruir teatro é na relação convencional, exige uma atenção e um tipo de conhecimento da convenção teatral que é muito complicada hoje em dia a muitas pessoas.”

04:00 “há muitas convenções em portugal sobre o que é acessível e o que não é acessível e que não corresponde [totalmente à realidade]” => falta de acessibilidade ou falta de meios para publicitar o que é feito?

04:52 “num centro urbano é muito mais dificil chegarmos às pessoas que não costumam usufruir da arte porque não temos os meios de promoção para lhes conseguir chegar”

05:00 audiowalks – “coma profundo”, foz porto; “errare,” parma; “ossos de que é feita a pedra”, santiago compostela

10:00 “porto oferece cada vez menos condições de trabalho para os artistas”. “não há condições de produção”

11:30 necessário espaços com relações com públicos

14:15 necessidade de um teatro municipal: “um teatro municipal é a ligação entre a população de uma cidade e a arte”

18:00 sobre o rivoli

18.40 ligação à comunidade

20:10 públicos: crianças <=> adultos. “tem de haver uma forma de por a crianças que estão integradas nestes programas [acções do serviços educativos de algumas instituições] a levar esta informação para casa”

21:00 custos económicos da cultura, financiamentos, …

22:00 de onde vem o dinheiro para a cultura… de todos nós. “[sendo financiados por uma fundação privada galega alguns poderiam dizer que não recebemos subsídios] isso é mentira, quem pagou o nosso trabalho foram os contribuintes galegos, os contribuintes europeus, …”

23:00 “normalmente todo o dinheiro que há para a arte… para a ciência… acaba por vir de dinheiros públicos”

23:50 “a pergunta não é de onde vem o dinheiro, o dinheiro vem dos impostos de nós todos, a pergunta é para onde vai o dinheiro que sai dos nossos impostos, se vai para onde deve ir.”

25:00 qualidade (técnica) dos espectáculos

26:00 “programas [de apoio] existem não para apoiar um produto mas para assegurar a pluralidade”

28:00 impacto da economia na cultura

29:00 “as pedras são sempre as mesmas o que se passa à volta das pedras é que vai mudando e vai chamando as pessoas mais do que uma vez, as industrias criativas desenvolvem-se ou não porque os próprios profissionais que trabalham nas industrias criativas mesmo que eles não sejam artistas ou não tenham vocação artistica alimentam a sua capacidade de ver as coisas de forma diferente pelo meio em que estão inseridos e pelo dinamismo criativo que esse meio possa ter ou não”.

31:00 apoio a primeiras obras

32:30 é possível haver cultura sem estado ou com menos estado?

33:30 rivoli outra vez

34:00 teatro municipal vs teatro em propriedade do municipio

35:30 investimentos nacionais e como se refletem na responsabilidade que os locais que os recebem adquirem

38:00 aposta nas grandes instituições culturais. “acho que as grandes instituições têm que acordar muito para a cidade e têm que perceber que a sua projecção internacional tem tão mais sentido quão mais profunda for a sua implantação local” (…)

39:00 “por outro lado as grandes instituições também tinham direito de o ser, sem mais nada, sem também que assumir o papel das médias que não existem”

40:00 projectar o teatro do porto no resto do país

41:00 “taxa que a câmara do porto cobra pelo transporte [de cenários de companhias do porto para outros locais] é duas vezes superior ao preço de mercado”

43:30 apoio à cultura ou apoio aos bairros… um exemplo concreto.

44:30 arte e turismo. objectos artisticos como valência turística.

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