Representantes do Porto – Vera Rodrigues (CDS-PP)

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Depois das entrevistas a Tiago Barbosa Ribeiro (PS) e João Paulo Meireles (PSD) a terceira convidada deste ciclo de entrevistas ao lideres de juventudes partidárias do Porto foi Vera Rodrigues, líder da Distrital do Porto da Juventude Popular.
Falamos sobre a participação dos jovens na política, dos “mitos” associados aos militantes do CDS-PP e de alguns temos locais como o CMIN.
Esta entrevista foi feita em parceria com o JPN tendo tido a colaboração de Liliana Pinho.

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Durecção total: 01:05:00

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Começando pela ideia de que os jovens participam menos na política, Vera Rodrigues refere não concordar com essa ideia. Na sua opinião “não concordamos de todo que os jovens estejam alheados da política, estão cada vez mais envolvidos também noutras formas de associação, mas também mais críticos” em relação à política.
Aliás, acrescenta, têm sentido o contrário e acreditam que se não há mais adesão a acções do CDS-PP e Juventude Popular isso poderá passar quer pelo facto de “ainda [haver] muitos casos de pessoas que não se filiam (…) porque têm receio de perder o emprego (…) num organismo publico” bem como pelo facto de existir aquilo a que apelida de “verdadeiro poder do bloco central que limita e condiciona (…) o acesso aos media.”

Ainda relacionado com militância do CDS-PP, e com a existência de alguns “mitos” sobre o tipo de pessoas e convicções dos seus militantes e simpatizantes, Vera Rodrigues frisou que apesar de ser “evidente que o partido tem uma ideologia (…) isso não quer dizer que todas as pessoas (…) pensam exactamente da mesma forma”. Considera até que muitas pessoas ficam surpreendidas “quando ouvem a razoabilidade das propostas do CDS-PP” e, em jeito de conclusão, referiu ainda que “dentro da juventude popular há pessoas que são a favor do aborto ou a favor do casamento de homossexuais”.

No que diz respeito à educação, nomeadamente no nível a que as autarquias têm competência, e seguindo o principio de descentralização do Estado, a posição da Juventude Popular defende uma maior autonomia para as escolas, considerando por um lado que as próprias escolas localmente poderiam apostar nos conteúdos a desenvolver e por outro que a gestão dessas infraestruturas deveria ficar a cargo de equipas de gestão profissionalizadas já que, na sua opinião, dessa forma se garantia uma melhor utilização dos recursos públicos.

Em relação a este tipo de serviços públicos, Vera Rodrigues chama ainda a atenção para o facto de ser papel do Estado e organismos públicos “regular e supervisionar bem” devendo “garantir que a prestação dos serviços que a população necessita é feita de forma equilibrada”. Considera no entanto que “não tem que ser o Estado a chamar a si a responsabilidade [de prestar todos os serviços públicos].” “Temos organismos públicos a mais, gasto publico que é incomportável“, conclui.

A nível local, Vera Rodrigues avalia como muito positivo o trabalho da coligação, referindo, a propósito do que está a ser feito a nível de renovação urbana, que a baixa está a ganhar uma dinâmica que, pelo menos nos últimos dez anos, não tinha existido, refutando assim as observações do “PS e o PCP [que] lançam suspeitas completamente infundadas apenas para mostrar trabalho” quando, na sua opinião, “aquilo que se tem vindo a perceber é que a câmara tem feito imenso trabalho”.

A propósito do Centro Materno Infantil do Norte, Vera Rodrigues, apoiando-se em algumas opiniões de especialistas nesta área, considera que nesta altura há algumas dúvidas em relação à pertinência do projecto, seja ao nível da localização ou da possibilidade de utilização de outras unidades hospitalares para a prestação deste serviço, a que se vem juntar o problema da necessidade de financiamento que este projecto implicaria.

Finalmente, e numa antevisão do que poderiam ser os cortes no futuro orçamento da CMP, Vera Rodrigues preferiu destacar a importância dos investimentos que têm sido feito nas áreas sociais e de educação de forma a “criar condições de boa educação para construirmos um porto mais equilibrado e de futuro”, considerando inclusive que este tipo de investimentos seria prioritário em relação a outros nomeadamente na cultura.

(foto Liliana Pinho)
(imagem na homepage publicada no blog “Cidade Surpreendente“)

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  2. [...] Ouça a entrevista completa aqui. [...]

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